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O Círculo

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Category Archives: Palavras

A XIV Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira é hoje oficialmente inaugurada, abrindo as portas a 300 artistas nacionais e internacionais, num total de 543 obras.

O grande prémio desta edição da Bienal, que encerra a 29 de Setembro, foi atribuído anteontem ao artista israelita Zadoc Ben-David, com a instalação Black Fields, que se encontra exposta no Museu Municipal de Caminha. O júri decidiu ainda atribuir o Prémio Revelação ao artista suíço Pascal Nordmann, com L’Esprit des Lieux à Vila Nova de Cerveira, e o prémio IPJ a Saray Garcia Rua e Ana Eiriz, autores do vídeo ÓXYMORON.

O prémio Águas do Minho e Lima foi ganho por Pedro Serrenho, com a obra A Natureza Cíclica da História-Inevitável Declínio e Queda, enquanto Paulo Neves arrecadou, com a escultura RODA, o prémio DST — Domingos da Silva Teixeira, S.A.

Com o prémio Caixa de Crédito Agrícola Alto Minho foram distingidos quatro artistas: Augusto Canedo (As Minhas Fatuchas, técnica mista s/papel); Liang Chen (Entre ciel et terre 1 e Entre ciel et terre 2; Sejma Prodanovic (Mer e Noon, colagens); e Yun-Jung (Black Rainbow I e Black Rainbow II, ambos em ponta seca).

O júri foi constituído por José Manuel Carpinteira (presidente da CMVNC), Alberto González-Alegre e Joaquin Lens Tuero (críticos de arte), Jaime Isidoro (pintor) e Henrique Silva (director da bienal).

No decorrer desta bienal serão homenageados Júlio Resende, a Fundação Marguerite e Aimé Maeght, de Paris, e Maria Marcelina, considerada uma das grandes obreiras das bienais de Cerveira.

Além do concurso internacional, a bienal inclui ateliers de arte electrónica, pintura e escultura, intervenções de rua, concertos, colóquios, mesas redondas e visitas guiadas, entre outras iniciativas. Haverá também uma exposição com artistas convidados e ateliers com artistas a trabalhar ao vivo em regime de workshop.

Hoje, a partir das 14h30, realizam-se as inaugurações nos espaços descentralizados do concelho, nomeadamente no Convento S. Paio (Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa), Centro Cultural de Campos (Novas Simbologias), Casa do Artesão (arquitectura à Margem), Salão dos Bombeiros (L’Esprit des lieux, de Pascal Nordmann), Pousada D. Dinis (instalação RD Line) e Escola Superior Gallaecia (arquitectura, Design e Ecologia).

Fonte: Público

O Ecotopia é um acampamento anual de activistas de toda a Europa e um encontro aberto a todas as pessoas interessadas em questões ambientais e de justiça social.

O Ecotopia acontece todos os anos desde 1989, sempre num país diferente. É organizado pela EYFA (Juventude Europeia pela Acção) e por uma ou várias associações ambientais do país, que funcionam como organização que acolhe o evento.

Neste ano, a 19ª edição irá decorrer em Portugal, promovida pelo GAIA (Grupo de Acção e Intervenção Ambiental).

O Ecotopia é um local de aprendizagem, partilha de experiências e difusão de informação sobre questões ambientais, sociais e políticas, entre outras. Entre 200 e 600 pessoas participam em cada edição do Ecotopia, para partilharem conhecimentos e discutirem sobre um amplo leque de assuntos, tais como: alterações climáticas, transportes e mobilidade, transgénicos, agricultura biológica, construção ecológica e infraestruturas sustentáveis, política e sistema económico global, estratégias para acções, experiências de campanhas, medias alternativos, migrações, racismo e xenofobia, questões culturais, influências sobre e das pessoas…

Todos os anos o Ecotopia tem um tema diferente, que se tenta que tanto esteja relacionado com o local, como que vá de encontro às emergências globais. Sendo assim, o tema escolhido este ano são as migrações, que terão especial relevância nos dias 10, 11 e 12 de Agosto.

O Ecotopia é igualmente um modelo funcional de comunidade auto-sustentável que coloca em prática os princípios de um estilo de vida alternativo e mais amigo do ambiente: tomadas de decisão por consenso, reciclagem de lixo, refeições vegetarianas, uso de energias alternativas… Sempre que possível, @s ecotopian@s participam em acções de voluntariado na zona, tentam envolver as pessoas locais nas questões do ambiente, assim como capacitam organizações locais.

O Ecotopia tem uma estrutura horizontal (não-hierárquica) e auto-organizada; a tod@s é pedido que tomem parte no funcionamento do campo, resolvendo problemas e tomando decisões. E tod@s são responsáveis pelo programa!

O Ecotopia funciona no sistema de ecotaxas – um sistema económico alternativo baseado no padrão de vida e rendimento médio de cada país, em vez de baseado nos mercados financeiros, o que significa que cada um no Ecotopia paga pela comida o mesmo que pagaria no próprio país.

Uma das melhores formas de chegar ao Ecotopia foi sempre a BikeTour.

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Portugal participa pela primeira vez na Quadrienal de Praga, exposição internacional de cenografia e arquitectura para teatro, que decorre de 14 a 24 de Junho, com o projecto «Arquitecturas em Palco», do arquitecto e cenógrafo João Mendes Ribeiro.

A presença oficial portuguesa na 11.ª edição do evento, organizada e produzida pelo Instituto das Artes, foi hoje saudada pela ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, numa conferência de imprensa para apresentar o projecto, orçado em 300.000 euros.

«Congratulo-me pelo facto de o ex-Instituto das Artes, nova Direcção-Geral das Artes, ter concretizado este projecto, sobretudo num momento de grande rigor orçamental», declarou a ministra no Teatro Nacional D. Maria II, local escolhido para a apresentação de «Arquitecturas em Palco».

«Há uma péssima tradição de falta de diálogo entre instituições dentro do ministério da Cultura que é bom que acabe. Este é um bom exemplo», frisou Isabel Pires de Lima, acrescentando que «este projecto se integra no esforço que o ministério da Cultura vem fazendo no sentido de internacionalizar a arte e os artistas portugueses.

No âmbito de «Arquitecturas em Palco», vão ser expostas na 11.ª Quadrienal de Praga 16 cenografias seleccionadas, «que traduzem o espírito contemporâneo de contaminação entre disciplinas», subordinadas a dois temas, indicou o autor do projecto.

O primeiro tema é «a cenografia enquanto experimentação arquitectónica, a utilização de objectos marcadamente geométricos e modelares e a questão da habitabilidade dos espaços – por essa via, fazemos uma aproximação à arquitectura», explicou.

O segundo tema prende-se com «espaços e objectos como extensões do corpo». «Recuperámos e reciclámos objectos concebidos para outras finalidades» – prosseguiu – como as mesas-mala, um objecto criado em 1998 para um espectáculo da coreógrafa Olga Roriz, intitulado «Anjos, Arcanjos, Serafins, Querubins… e Potestades».

O projecto incluirá igualmente a projecção de filmes, com a exibição de cerca de 15 minutos de recolha de algumas cenografias e, também com a mesma duração, de um filme encomendado a Olga Roriz para associar a este evento: «A Sesta».

Depois da inauguração em Praga, a 15 de Junho, «Arquitecturas em Palco» «vai itinerar», estando patente na segunda quinzena de Jullho e primeira de Agosto em Barcelona e no mês de Outubro e primeira quinzena de Novembro em São Paulo, indicou Orlando Farinha, da Direcção-Geral das Artes.

Está também prevista uma passagem da exposição por Lisboa e pelo Porto em 2008, em datas ainda por definir, acrescentou Adelaide Ginga, do Instituto das Artes.

Fonte: Lusa

O mês de Junho é sinónimo das Festas da Cidade de Lisboa. Os bairros mais típicos como Alfama, Madragoa e Mouraria acolhem os festejos enfeitando as ruas com os tradicionais balões e arcos. É altura dos Santos Populares, dos arraiais, dos manjericos e, claro, da sardinhada. Nas ruelas dos bairros, os restaurantes e as tasquinhas vendem aquela que é a refeição mais pedida, a sardinha, no prato ou em cima da fatia do pão.

Foi a pensar nestas festividades que a Crafts & Design dedicou a sua 10ª edição ao tema Cultura Alfacinha, prestando a sua homenagem à cidade que a acolhe desde Setembro de 2006. E o peixe também não vai faltar, mas com algumas diferenças. Por exemplo, o fumo e o cheiro das sardinhas não vão invadir o Jardim da Estrela, porque aos visitantes vão ser oferecidos, durante a tarde, um outro tipo de sardinhas. São “sardinhas culturais”, uns marcadores de livros bem originais.

O fim-de-semana é para passear e como os dias de Verão já chegaram porque não aproveitas e visitas a tua cidade. Um dos percursos possíveis é a Estrela, apanhas a boleia e visitas a feira ficando a conhecer as propostas dos novos criadores que a Crafs & Design reuniu para ti, nesta edição. A feira, que conta com uma montra de mais de 60 artesãos/designers, chega já neste dia 3 de Junho voltando também no dia 24 do mesmo mês. E podes visitá-la entre as 9h e as 19h.

Fernando Pessoa, Eça de Queirós, Al Berto, Saramago e Garret são alguns dos nomes de escritores e poetas portugueses cujos manuscritos vão estar expostos na Biblioteca Nacional até 14 de Julho.

O jogo entre as mãos e a escrita é o tema que a Biblioteca Nacional escolheu para celebrar o 25º aniversário do seu Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea (ACPC).

Trata-se de “salientar o manuscrito autógrafo nas suas múltiplas facetas – antes de mais, como monumento do património cultural, mas também como testemunho do processo de criação textual, além de documento das marcas físicas do autor nos seus materiais de trabalho”, disse à agência Lusa fonte da Biblioteca.

O ACPC, que actualmente conta com “mais de um milhão de papéis e 135 espólios”, tem “colhido preciosas espécies” e deverá em Julho “receber seis espólios de importantes figuras da cultura portuguesa”, contou à Lusa o director-geral da Biblioteca Nacional de Portugal, Jorge Couto. Este ano, foram acolhidos os espólios de Natércia Freire, Vitorino Magalhães Godinho, Al Berto, Humberto d’Ávila e Fernando Castelo Branco, acrescentou.

A exposição, comissariada por Luiz Fagundes Duarte e António Braz estará patente até 14 Julho, e teve um custo de cerca de 35.000 euros.

Além da exposição propriamente dita este custo inclui a manutenção de um sítio na web e a edição de um catálogo que se transformará num utilíssimo instrumento de pesquisa”, disse o responsável.

Na Biblioteca Nacional, ao Campo Grande, em Lisboa, estarão expostos manuscritos de Almeida Garrett a Eça de Queirós, de Fernando Pessoa a José Saramago, passando por Alexandre Herculano, Feliciano de Castilho, Natália Correia ou Vitorino Nemésio.

Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea

Velhas garrafas, cadeiras, portas, mochilas e até, bicicletas ganharam “nova vida” e são agora motivo de atracção: é o III Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima, que tem por tema o “lixo na arte dos jardins”. Das 39 propostas apresentadas, onze ganharam vantagem e estão em exposição, nos campos de S. Gonçalo, até 30 de Outubro. Verdadeiras obras de arte, três delas criadas por autores estrangeiros, os jardins em exposição – que, como em edições anteriores, devem ser visitados por milhares de pessoas – têm também como objectivo despertar o interesse pela reciclagem.

Era uma casa é um dos jardins mais curiosos, representando a “memória” de uma habitação, mas sem paredes. Por sua vez, O Jardim das avestruzes mostra a ave com a cabeça enterrada na areia, rodeada de caixas de produtos tóxicos e perigosos e árvores plantadas ao contrário. Há, ainda, o Homem que plantava árvores: dezenas de carvalhos crescem no seu habitat natural em metades de garrafas de plástico com o gargalo enterrado no solo.

Dos onze jardins a concurso, o vencedor, a escolher pelos visitantes, será montado de novo na edição de 2008. Além do lixo reciclado, os onze jardins, a que se soma o vencedor da edição de 2006, misturam os mais variados tipos de plantas, em grande parte aromáticas, desde petúnias a rosas, assim como a vulgar relva.

Segundo contas da organização, a confecção de cada jardim, que a partir de Outubro é removido para dar lugar a nova criação, envolve um custo de 10 mil euros. “Era um tema complicado, já que os lixos não costumam gostar de jardins, mas conseguiram construir onze exemplares muito agradáveis e de grande qualidade”, refere o secretário de Estado do Desenvolvimento Rural.

Rui Gonçalves presidiu à cerimónia de abertura desta edição do Festival que, admitiu, servirá também para alertar para a necessidade de reciclagem dos lixos. “Estes jardins ajudam a mostrar que devemos reduzir a produção de resíduos”. Depois de 70 mil visitas na edição passada, as expectativas voltam a estar altas: “É um festival muito bem conseguido e que vai criar uma grande curiosidade no público. Tem muita força e muita garra”, garantiu o autarca de Ponte de Lima, Daniel Campelo.

Numa versão “experimental”, a primeira edição do evento, em Junho de 2005, foi inaugurada pelo primeiro-ministro, José Sócrates, constituindo-se como o primeiro festival do género no País. Durante seis meses, nos campos de S. Gonçalo, entre as duas pontes da vila, artistas de vários nacionalidades mostram os seus trabalhos. Ponte de Lima recria assim o famoso festival francês de jardins de Chaumont-sur-Loire, que todos os anos seduz, junto aos castelos do Loire, milhares visitantes.

“Nos últimos anos o inverno tem sido mais rigoroso, mas a primavera chega mais cedo e o verão prolonga-se por mais tempo”. Vasco Carvalhosa, aluno da Escola Secundária da Maia, chegou a esta conclusão, para a região onde vive, ao fim de quase ano e meio a registar diariamente dados térmicos. Ontem participou na Mostra Nacional de Ciência com o termómetro digital com que mediu as alterações climáticas.

Três alunas da Escola Secundária Campos Melo, da Covilhã, procuraram medir as concentrações de radão (gás radioactivo) em casas da cidade. Outros três alunos, da Escola Secundária de Sá da Bandeira, Santarém, apresentaram um trabalho sobre microalgas – “um importante instrumento no combate à poluição e na redução de combustíveis fósseis”.

Estes são alguns exemplos dos 57 trabalhos apresentados ontem no Museu da Electricidade, Lisboa, dos quais quatro serão esta tarde premiados, havendo também um prémio a atribuir ao professor coordenador do projecto vencedor. Os prémios situam-se nos valores entre 1.750 euros para o primeiro e os 750 euros para o quarto classificado.

O concurso Jovens Cientistas e Investigadores é organizado pela Fundação da Juventude desde 1992. Das várias áreas de estudo, a ambiental é aquela que é mais procurada pelos alunos. As alterações climáticas, a preocupação com as energias limpas e a busca de novas soluções para a harmonia ecológica estão na primeira linha das preocupações estudantis.

Mas também apareceram trabalhos nas áreas das ciências sociais, biologia e medicina, física e, claro, informática. Ana Filipa Duarte, Íris Carvalho e José Mourão construíram um robot móvel autónomo com as funções de seguir uma pista, subir e descer uma rampa, detectar cores e desviar-se de obstáculos. André Gomes e João Moura optaram por criar uma maqueta electrónica de uma casa de habitação.

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