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O Círculo

Empowering Communities

Category Archives: Cultura

A necessidade de conhecer, de forma científica e rigorosa, a dimensão e os contornos da discriminação com base na orientação sexual no nosso país motivaram a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género a promover a realização deste estudo.
Os objectivos fixados para a sua realização permitiram que, apesar de outras investigações já existentes nesta área, este estudo tenha um carácter pioneiro.

Com efeito, assentando numa reflexão sobre a definição e delimitação dos conceitos de homossexualidade, transexualidade e outros articulados teoricamente com a orientação sexual e com a identidade de género, o estudo analisa as imagens sociais existentes relativamente a pessoas LGBT, e explora os discursos das pessoas LGBT através do recurso a entrevistas biográficas e à análise das mesmas, no sentido de identificar percursos biográficos e os impactos das discriminações no exercício de uma cidadania plena. É igualmente analisado o fenómeno de violência doméstica LGB em Portugal, tentando compreender a razão da invisibilidade do fenómeno e o que motiva a vítima para a não denúncia.

Numa outra vertente, o estudo apresenta o percurso legislativo, nacional, europeu e internacional neste domínio, descreve a história dos movimentos LGBT em Portugal e faz o inventário das organizações que actuam nesta área, fazendo igualmente um levantamento dos estudos sobre orientação sexual e identidade de género produzidos em Portugal.

Fica, assim, a dispor-se de um acervo de conhecimento sistematizado e fundamentado, que constitui um importante recurso para apoio à decisão e intervenção neste domínio.

Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género

Estudo sobre a discriminação em função da orientação sexual e da identidade de género (formato .pdf)

“São várias, estimulantes e pertinentes as questões de partida, às quais os/as autores/as procuram dar resposta através do cruzamento virtuoso entre a abordagem metodológica quantitativa e a qualitativa, a saber: que características assume o empreendedorismo imigrante feminino em Portugal, em que sectores de actividade se concretiza, quais os tipos de negócio, quais as fontes de financiamento, com que oportunidades e dificuldades práticas se depara? Como se traça o perfil (ou os perfis) das mulheres imigrantes que desenvolvem esse projecto laboral ? Como conciliam a iniciativa empreendedora com a vida profissional e pessoal? Quais as suas trajectórias de vida e como se tem desenhado o seu percurso migratório? Corresponde o empreendedorismo a um projecto de mobilidade socioeconómica, de capacitação e emancipação das mulheres que o protagonizam? Como podem ser concebidos e implementados programas e políticas de apoio eficazes ao empreendedorismo imigrante feminino?”

Mulheres Imigrantes Empreendedoras (formato .pdf)

Cientistas e voluntários portugueses participaram num estudo internacional inédito sobre os efeitos da leitura no córtex cerebral, comparando analfabetos, leitores e ex-iletrados.

 

Quando se aprende a ler, é como se uma armada vitoriosa chegasse às costas desprevenidas do nosso cérebro. Muda-o para sempre, conquistando territórios que eram utilizados para processar outros estímulos – para reconhecer faces, por exemplo – e estendendo a sua influência a áreas relacionadas, como o córtex auditivo, para criar a sua própria fortaleza: uma nova zona especializada, a Área da Forma Visual das Palavras. Isto acontece sempre, quer se tenha aprendido a ler aos seis anos ou já na idade adulta.

Esta é uma das conclusões de um estudo internacional publicado hoje na edição online da revista Science, em que participaram cientistas portugueses – e voluntários portugueses também, pessoas que aprenderam a ler já tarde na vida.

“Este é o primeiro trabalho que compara o cérebro de pessoas letradas e analfabetas, mas também de ex-iletradas (que aprenderam a ler em adultos)”, explica José Morais, professor jubilado de Psicologia da Universidade Livre de Bruxelas e um dos autores do artigo.

Reciclagem neuronal

“Comparando o cérebro destas pessoas podemos ver o impacto da aprendizagem deste código no nosso cérebro”, adianta Paulo Ventura, professor da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa. “Trabalhámos sobre a hipótese da reciclagem neuronal, defendida pelo chefe da equipa, Stanislas Dehaene [do INSERM-Instituto Nacional da Saúde e da Investigação Médica francês]. A ideia é que, sendo a escrita algo relativamente recente na história humana, com cerca de 6000 anos, não houve tempo suficiente para que se desenvolvessem estruturas físicas no cérebro” com ela relacionadas, explica.

Na falta de ordens evolutivas codificadas no nosso ADN, o que acontece é que o cérebro de cada pessoa que aprende a ler se modifica para acomodar as novas capacidades, porque tem uma grande capacidade plástica. E a leitura recruta uma área cortical semelhante em todas as culturas humanas. Os cientistas estavam também interessados em perceber quais as funções desalojadas, digamos assim, pela nova área cerebral que é criada quando se aprende a ler, para além de compreenderem como passa a funcionar o cérebro leitor.

Dez analfabetos brasileiros, da região em torno de Brasília (com a idade média de 53,3 anos, e originários de meios rurais), 22 pessoas que aprenderam a ler em adultos (12 deles portugueses, alguns recrutados na zona de Paris) e 31 letrados (11 portugueses) foram os participantes.

“Foi difícil encontrar iletrados portugueses, até porque quando começámos o estudo, há três anos, acabaram os cursos de alfabetização para adultos, que era onde podíamos mais facilmente encontrar estas pessoas, quando se inscreviam”, diz José Morais. “Em Portugal, felizmente, é cada vez mais difícil encontrar analfabetos.”

Os cérebros dos voluntários recrutados foram analisados – observados em acção – quando resolviam uma série de testes. Para isso, foi usada a ressonância magnética funcional, um exame de imagiologia que permite medir os níveis de actividade nas diferentes zonas do cérebro num determinado momento (ver ilustração).

“Os brasileiros foram testados no Brasil, através da rede de hospitais privados SARAH, de neurodiagnóstico e neurorreabilitação, mas quando o projecto começou, não havia em Portugal máquinas com potência suficiente. Fizemos uma ponte aérea com Paris”, explica Paulo Ventura.

E o que descobriram então os cientistas sobre o que acontece ao cérebro de quem aprende a ler?

Nunca é tarde

Antes de mais, que nunca é tarde para aprender: “O cérebro dos ex-analfabetos só em poucas coisas difere do dos alfabetizados, está muito mais próximo destes”, diz José Morais, ainda que as suas condições sócio-económicas se possam assemelhar mais à dos iletrados. “Ensinar alguém a ler na idade adulta tem os mesmos efeitos do que ensinar uma criança. É uma boa notícia, não há razão para desistir dos iletrados”, sublinha.As diferenças entre o cérebro leitor e aquele dos que nunca aprenderam a ler é que são todo um rol. Por exemplo, no cérebro de quem lê, os exames de ressonância magnética revelam um aumento de actividade no córtex auditivo, quando vê uma palavra escrita. É activado quando temos de decidir se estamos perante uma palavra a sério ou um conjunto de letras sem nexo, ilustra José Morais.

“Poder-se-ia pensar que no córtex auditivo há uma extensão das áreas ligadas ao visual”, diz o cientista ao telefone, a partir de Bruxelas. “É uma área envolvida no tratamento de fonemas, que são as unidades mais pequenas da fala. Curiosamente, os iletrados são incapazes de manipular as unidades fonéticas”, contribui Paulo Ventura.

Finalmente, há o curioso roubar de terreno à área cerebral que processa o reconhecimento de rostos pela Área da Forma Visual das Palavras, que ganha terreno no córtex, quando se aprende a ler. “Há menos área dedicada a esta função anterior nos alfabetizados. A nova área rouba um bocadinho à antiga para lidar com a leitura. É como se os iletrados fossem melhores, entre aspas, a reconhecer os rostos, mas obviamente as diferenças são minúsculas”, diz Paulo Ventura. O interessante disto, nota, é que “comprova a teoria da reciclagem neuronal”.

In Público

coloquioperversao

Em tempos recentes, perversão parece ter-se tornado um significante livre. Por um lado, reactualiza-se nesse conceito uma leitura teológica, identificando o denominador comum do pecado ou a condição da existência num mundo marcado pela morte de Deus. Por outro, as artes não param de reivindicar um carácter perverso, por destruição ou irónica reciclagem de tradições; porque a tradição da ruptura é hoje também tradição da perversão, ou perversão de perversões. Ao mesmo tempo, a psicanálise de raiz freudiana sistematiza os comportamentos perversos do indivíduo, como patologia, estagnação no desenvolvimento libidinal, ou legítima fantasia.

De que falamos, pois, quando falamos de perversão?

Parece ser perverso o que começa nas margens de qualquer sistema, per-vertendo-o, in-vertendo-o. Nesta perspectiva, o conhecimento humano e a linguagem que o configura começam sempre por ser perversos. Todas as revoluções científicas, políticas, artísticas são necessariamente perversas, como é perverso o espaço comum que suscitam: esse lugar onde convivem Newton e Einstein, Marx, Lenine e Mussolini, Júlio Dantas e Almada Negreiros. Resta saber que perversão pode existir fora do modelo da revolução. E, se cada novidade começa por ser perversa face a um sistema, resta ainda saber como se perde e desfaz a perversão do conhecimento de cada vez que um novo conteúdo é canonizado pela doxa.

Eis-nos, então, perante o paradoxo. Se o século XX defendeu que todos temos direito à perversão, como entender a contradictio in terminis que é a perversão legitimada? Não haverá uma perda insanável nesse livre acesso contemporâneo ao perverso, que o torna mercadoria kitsch? Ou representará o kitsch justamente o triunfo mais perverso da perversão no campo estético? E finalmente: se hoje a única perversão possível for recu¬sar a perversão, se a dialéctica do legítimo e do ilegítimo perder o equilíbrio que sustém o seu movimento, resta inventar novas possibilidades criativas do perverso — ou simplesmente abandonar esse caminho por demais trilhado?

Estas são algumas das questões de partida do Colóquio Internacional Artes da Perversão, que compreenderá uma reflexão crítica alargada a diversos ramos do saber, dos estudos literários aos estudos de cinema, do teatro às artes plásticas, sem esquecer a psicanálise e a teologia

PROGRAMA
COLÓQUIO INTERNACIONAL E INTERDISCIPLINAR ARTES DA PERVERSÃO

Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
23-24 de Abril de 2009

► 23 de Abril Anfiteatro Nobre

10:00 Recepção dos conferencistas

10:30 Abertura

11:00
Moderador: Rosa Maria Martelo

Phillip Rothwell (Rutgers Univ.)
Bodies Without Places: Perversion in Contemporary Capitalism through Lacan, Badiou and Žižek

Luís Mourão (IP Viana do Castelo)
A voz material da ética e a voz material da perversão: começar e acabar em alguns mundos de Gonçalo M. Tavares

Juan José Adriasola (Rutgers Univ.)
Perversas narrativas: mercado político y “nueva narrativa” en el Chile de los 90

13:00 Almoço

14:30
Moderador: Luís Maffei

Alexandra Moreira da Silva (Univ. Porto)Formas perversas, vozes ob(s)cenas no teatro contemporâneo: Sade, Sacher-Masoch, Crébillon, Laclos

José Alberto Ferreira (Univ. Évora)
A perversão do método, ou o método da perversão

Paulo Eduardo Carvalho (Univ. Porto)
Sófocles e Molière (per)vertidos por Martin Crimp

16:30 Pausa para café

16:45
Moderador: Laura Ferreira dos Santos

David Barros (Univ. Nova Lisboa)«Pardon me, but my teeth are in your neck»: Os caminhos da perversão no cinema de Roman Polanski

Joana Matos Frias (Univ. Porto)
A Beleza Convulsiva das Imagens: Surrealismo e Perversões Ópticas

Margarida Gil dos Reis (Univ. Lisboa)
Corpos perigosos: perversão e jogo

21:30 Cinema Medeia – Shopping Cidade do Porto
Projecção do filme: Ma’s Sin de Saguenail
Debate

► 24 de Abril Anfiteatro Nobre

9:00
Moderador: Margarida Gil dos Reis

Jorge Bastos da Silva (Univ. Porto)
Assassinos Loquazes – ou: Da Arte de Matar com Arte

José Domingues de Almeida (Univ. Porto)
Perversion et naïveté dans la prose narrative d’Eugène Savitzkaya: approche du fatum humain

Pedro Eiras (Univ. Porto)
Por uma ética da perversão

10:45 Pausa para café

11:00
Moderador: Gonçalo Vilas-Boas

José Rui Teixeira (Univ. Porto / Univ. Católica Porto)
O corpo e a morte O Decadentismo finissecular da poética de Guilherme de Faria. Uma leitura teológica circunstancial

Laura Ferreira dos Santos (Univ. Minho)
Morte assistida: uma reivindicação perversa?

José Tolentino Mendonça (Univ. Católica Lisboa)
A perversão é necessária? – O efeito incontrolado de uma citação bíblica numa passagem de Dostoiévski

13:00 Almoço

14:30
Moderador: Phillip Rothwell

Américo António Lindeza Diogo (Univ. Minho)
Perversões de Autoridade em Vasco Graça Moura e Adília Lopes

Luís Maffei (Univ. Federal Fluminense)
Se tão perverso preço cabe em verso

Rosa Maria Martelo (Univ. Porto)
O “especialista em sublimação” e os usos da linguagem (acerca da poesia de António Franco Alexandre)

18:00 Trintaeum
Mesa-redonda de criadores
Moderador: Luís Mourão
Ana Luísa Amaral
José Emílio-Nelson
valter hugo mãe

concursofotog

IPJ, I.P. está a promover um Concurso de Fotografia subordinado ao tema “Tão Diferentes e Tão Próximos – Diálogos de Civilizações”.

Inserido no contexto e como contributo à “Aliança de Civilizações” – iniciativa lançada em 2005 pelo antigo secretário-geral das Nações Unidas Kofe Annan e que visa, de um modo lato, promover a compreensão entre povos, religiões e culturas através do diálogo e de medidas de carácter político mundiais – este concurso tem como objectivos:

  • Fomentar a observação e descoberta das dinâmicas sociais e processos de socialização
  • Contribuir para um maior conhecimento e actuação sobre estas temáticas
  • Criar uma dinâmica de cooperação entre sociedades e grupos religiosos

Se és um jovem residente em Portugal, se tens entre 16 e 30 anos e se praticas a arte de fotografar, então vê aqui o Regulamento, com todas as regras e informações de que necessitas para participar!

Para acederes à Ficha de Inscrição clica aqui e nota que a deverás

  • entregar directamente nos Serviços Centrais do IPJ, I.P. ou
  • enviá-la por correio, em envelope fechado acompanhada de CD-Rom com as fotografias em formato digital.

A morada para envio é Instituto Português da Juventude – Departamento de Programas, Av.ª da Liberdade N.º 194–6.º  1269-051 Lisboa

Atenção à data limite para admissão das inscrições/trabalhos: dia 20 de Abril de 2009, inclusive!

Um júri deliberará até dia 23 de Abril de 2009 e será composto por três elementos:

  1. Um representante do IPJ,I.P. que preside
  2. Um representante de uma Associação Juvenil
  3. Um profissional de fotografia

Os resultados serão divulgados até dia 23 de Abril de 2009 aqui no Portal da Juventude, sendo os vencedores igualmente informados por escrito.

Todos os trabalhos premiados e todos aqueles que o júri entender mais significativos serão expostos nas Lojas Ponto JA do IPJ,I.P., durante o ano de 2009, numa itinerância que abrangerá, pelo menos, 10 locais diferentes do País.

Ao 1º classificado será atribuído um prémio de € 750,00 e em jogo estão, também, 2 menções honrosas.

Para mais informações podes contactar Conceição Pereira ou Ana Marta Monteiro (Departamento de Programas) pelo telefone 21 317 92 00.

Participa!

És licenciado e estás a trabalhar em teses de mestrado ou doutoramento?

O Centro de Informação Europeia Jacques Delors convida todos os interessados a apresentar trabalhos, até ao dia 15 de Novembro, para se candidatarem ao Prémio Jacques Delors.

Com o objectivo de incentivar o aparecimento de obras inéditas sobre a temática comunitária em língua portuguesa, o Centro Jacques Delors criou este Prémio que distingue anualmente um trabalho de investigação sobre a União Europeia.

Não percas a oportunidade de:

  • fazer parte do grupo de laureados com esta distinção;
  • ver a tua obra editada;
  • candidatar-te ao valor de 5.000 EUR do Prémio.

Destinatários:

  • Possuidores de Licenciatura

Condições de elegibilidade

  • Teses de mestrado e doutoramento que não tenham sido objecto de publicação, privilegiando-se as obras que incidam sobre temas actuais e inovadores da realidade comunitária;
  • Cumprir as condições do regulamento do Prémio

Acede aqui a mais informações sobre regulamento e outras.

A Ellipse Foundation Contemporary Art Collections foi criada em 2004 com o objectivo de disponibilizar ao público português e internacional uma colecção de arte contemporânea de referência mundial, desenvolvendo igualmente diversas actividades culturais e educativas.

Conta actualmente com 880 obras de 171 artistas em diversos media que possibilitam uma panorâmica da produção artística na viragem para o século XXI.

O Art Centre de Cascais, onde está instalada a Colecção, é um espaço multidisciplinar que apresenta um programa de exposições que engloba uma grande mostra colectiva anual, bem como project rooms centrados em alguns artistas da Colecção ou produção nova de jovens artistas.

A Ellipse Foundation procura estabelecer uma relação contratual com um conjunto de jovens curadores portugueses com talento de nível internacional para acompanhar projectos quer no seu Art Centre, quer no estrangeiro.

Requisitos:

  • Idade máxima: 35 anos
  • Nacionalidade: Portuguesa
  • Formação na área de curadoria ou similar
  • Experiência profissional ao nível da produção e curadoria de exposições de arte contemporânea
  • Capacidade de organização e planeamento
  • Conhecimentos de gestão museológica e de conservação de objectos artísticos
  • Capacidade de pesquisa e escrita
  • Capacidade de comunicação com diversos públicos
  • Bons conhecimentos de informática (bases de dados, programas de tratamento de imagens)
  • Bons conhecimentos de Inglês (falado e escrito)

A selecção a estabelecer poderá basear-se na análise curricular ou em projectos que se queiram apresentar. a relação contratual será renumerada por projecto.

Mais informações em : http://www.ellipsefoundation.com

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