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As emissões de dióxido de carbono (CO2) de 2009 não baixaram tanto quanto o inicialmente previsto, apesar da crise financeira internacional, de acordo com um estudo de duas universidades britânicas.

Num artigo publicado este domingo na revista Nature Geoscience, os autores das universidades de Exeter e de East Anglia concluem que, apesar da crise financeira que começou em 2008, no ano passado “as emissões globais de CO2, da queima de combustíveis fósseis, ficaram apenas 1,3 por cento abaixo dos valores de 2008. Isto é menos de metade da diminuição prevista há um ano”, ou seja, 2,8 por cento.

Ainda assim, a crise financeira global teve influência nas emissões poluentes. Nas economias ocidentais levou mesmo a reduções, nomeadamente no Reino Unido, onde as emissões foram 8,6 por cento inferiores em 2009 do que em 2008. Números semelhantes foram registados nos Estados Unidos, Japão, França e Alemanha.

No entanto, as economias emergentes registaram uma forte actividade económica e aumentos substanciais de emissões. Por exemplo, a China teve um aumento de oito por cento e a Índia de 6,2 por cento.

O estudo das duas universidades prevê que, se o crescimento económico se mantiver, as emissões globais da queima de combustíveis fósseis vão aumentar mais de três por cento em 2010.

Os autores do estudo concluíram ainda que as emissões de CO2, causadas pela desflorestação, diminuíram 25 por cento desde 2000, quando comparadas com os anos 90. “Pela primeira vez, a expansão das florestas nas latitudes temperadas compensou as emissões causadas pela desflorestação”, comentou Corinne Le Quéré, da Universidade de East Anglia e do British Antarctic Survey e autora do estudo. A situação deve-se ainda à redução nas taxas de desflorestação nos trópicos, nomeadamente na Amazónia brasileira e na Indonésia, lembram.

 

Fonte: Público

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