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O Círculo

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Os macacos sabem fazer contas de somar de cabeça tão bem como qualquer estudante universitário – é a conclusão de um estudo de Elizabeth Brannon e Jessica Cantlon, da Universidade de Duke (nos EUA), publicado na revista online “PLoS Biology”.

A equipa testou quatro macacas “rhesus”. Quanto aos humanos, escolheram-se 14 estudantes da Universidade de Duke. Para testar as capacidades aritméticas de macacos e humanos, a equipa colocou-os em frente a um ecrã táctil, no qual ia surgindo um número variável de pontos. Em seguida, esses pontos desapareciam do ecrã, para aparecer um número diferente de pontos. Por fim, era-lhes mostrado um terceiro ecrã com duas caixas: numa estava a soma dos dois conjuntos de pontos, na noutra surgia outro número.

Se os macacos tocassem na caixa com a soma correcta, eram recompensados. Já em relação aos estudantes, foi-lhes pedido que escolhessem a soma correcta sem contar os pontos individualmente. Os humanos acertaram em 94 por cento das vezes, contra 76 por cento nos macacos, mas o tempo de resposta foi idêntico em ambas as espécies (cerca de um segundo).

Já se sabia que humanos e animais partilhavam a capacidade de representar mentalmente números e de os comparar, mas desconhecia-se se os animais também sabiam fazer operações mentais de aritmética. Quais são as origens evolutivas da aritmética?

“Sabíamos que os animais conseguem reconhecer quantidades, mas não era claro que tivessem capacidade de levar a cabo tarefas matemáticas explícitas, como a adição”, sublinha Jessica Cantlon, citada numa nota da sua universidade. “O nosso estudo mostra que sim.” Para mais, em termos evolutivos, os macacos até estão mais distantes de nós do que os chimpanzés, os nossos parentes mais próximos. Portanto, este resultado significa que humanos e macacos terão partilhado um antepassado que já possuía noções básicas de aritmética.

Fonte: Público

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