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Os adolescentes com excesso de peso correm mais riscos de sofrer de doenças cardíacas e ser vítimas de morte prematura. A conclusão pode não ser surpreendente mas será, sem dúvida, preocupante e consta de um estudo publicado hoje no “New England Journal of Medicine” e que envolveu uma equipa de investigadores da Universidade da Califórnia e do Columbia University Medical Centre.

O trabalho foi elaborado com base num modelo estatístico informático capaz de apontar uma estimativa para o potencial efeito da obesidade nos adolescentes na saúde em todo o mundo.

A pesquisa baseou-se nos adolescentes norte-americanos com excesso de peso segundo os dados de 2000 e, desde logo, permitiu concluir que 37 por cento dos rapazes e 44 por cento das raparigas serão obesos quando este grupo da população completar os 35 anos em 2020. Em consequência da obesidade, os jovens adultos também deverão sofrer mais ataques cardíacos, mais dores de peito crónicas e mais mortes antes de atingirem a fasquia dos 50 anos. O trabalho aponta ainda para o registo de mais 100 mil casos de doenças cardíacas em 2035, o que representaria mais cerca de 16 por cento em relação aos números actuais.

“O nosso estudo aponta para o risco dos jovens adultos no futuro sofrerem de uma doença cardíaca entre os 35 e os 50 anos de idade”, alerta Kirsten Bibbins-Domingo, docente de medicina, epidemiologia e bioestatistica na Universidade da Califórnia e autora principal do estudo, notando ainda que essa actualmente a preocupação com este tipo de doenças surge bem mais tarde. “A alta taxa de excesso de peso não é só um problema para os adolescentes e para os seus pais, é algo que nos vai afectar a todos no futuro”, acrescentou a especialista.

Lee Goldmam, um dos responsáveis pelo modelo informático usado para o estudo admite que os resultados gerais da análise não são surpreendentes mas adianta: “ficamos perplexos com a impressionante magnitude do impacto da obesidade nos adolescentes e, em consequência, mais conscientes da importância que isso deve ter nas prioridades da saúde pública”.

Segundo dados divulgados pela Associação de Doentes Obesos e Ex-Obesos de Portugal (Adexo), 31,5 por cento das crianças portuguesas entre os 7 e 9 anos sofrem de excesso de peso, incluindo obesidade e 14,8 por cento dos adolescentes portugueses têm excesso de peso (3,1 por cento sofrem de obesidade).

Fonte: Público

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