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O Círculo

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As pessoas desconfiam do sorriso dos políticos, sendo essa desconfiança maior quanto mais eles sorriem, conclui um inédito estudo científico realizado pelo Laboratório de Expressão Facial da Emoção, da Universidade Fernando Pessoa, no Porto.

As conclusões desta investigação referem que “oito em cada dez pessoas consideram que os sorrisos exibidos pelos políticos são quase todos falsos”.

O estudo, hoje parcialmente divulgado à Lusa, envolveu 2610 cidadãos portugueses, em número igual de homens e mulheres, com idades entre 18 e 70 anos.

“A desconfiança é idêntica em todas as classes etárias, mas tem uma incidência significativa nos jovens e nos adultos”, salientam as conclusões deste estudo, que utilizou a denominada Escala de Percepção do Sorriso, elaborada pelo psicólogo Freitas-Magalhães, que se dedica ao estudo das funções e repercussões do sorriso no desenvolvimento das emoções e das relações interpessoais.

Desconfia-se mais dos mais velhos

As conclusões deste trabalho, que serão integralmente divulgadas no XXIX Congresso Internacional de Psicologia, que se realiza em Julho de 2008, em Berlim, indicam ainda que as pessoas “desconfiam mais do sorriso nos políticos mais velhos do que nos mais novos”.

O estudo concluiu ainda que “as mulheres são mais espontâneas na identificação e caracterização dos sorrisos do que os homens”.

O psicólogo Freitas-Magalhães, que dirige o Laboratório de Expressão Facial da Emoção da Universidade Fernando Pessoa, já estudou o efeito do sorriso na percepção psicológica da actividade, dos delinquentes, dos estereótipos e nas diferenças do género, idade, cor da pele e de gémeos.

Recentemente lançou um livro, intitulado “Psicologia das Emoções: O Fascínio do Rosto Humano”, que apresenta uma capa inédita, de efeito tridimensional, com um rosto que se altera para exibir as emoções em função do olhar do leitor.

Fonte: Público

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