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O Círculo

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A associação portuguesa Animal iniciou hoje uma série de acções de protesto no Campo Pequeno, Lisboa, apelando ao boicote aos estabelecimentos e serviços da praça de touros e à proibição das touradas em Portugal.

«Ao boicotar o Campo Pequeno, estaremos a retirar o apoio financeiro fundamental que ainda mantém a realização de touradas nesta praça, cuja actividade se sustenta a partir das actividades comerciais não-tauromáquicas desenvolvidas na galeria comercial e no centro de espectáculos do Campo Pequeno», declarou à Lusa o presidente da associação Animal, Miguel Moutinho.

A partir de hoje, os activistas da Animal vão segurar faixas gigantes contra as touradas em frente à Galeria Comercial do Campo Pequeno, entre as 11 e as 16 horas de todas as quintas-feiras – dia em que se realizam as touradas -, em protesto contra a actividade tauromáquica, apelando ao boicote a todos os serviços da praça de touros de Lisboa.

Miguel Moutinho explicou que a associação pretende desta forma «aumentar a pressão de contestação sobre um dos últimos e já frágeis bastiões da tauromaquia em Portugal, apelando, de forma constante, directa e local, todas as semanas, às pessoas que passem na zona que não visitem qualquer estabelecimento da Praça de Touros Campo Pequeno».

«Após a reinauguração do Campo Pequeno em 2006, a praça só consegue ter uma tourada por semana durante a época tauromáquica, o que mostra que já nem sequer há público suficiente e que a sociedade Campo Pequeno teve de munir esta estrutura de outros serviços e funcionalidades para ir buscar receitas que mantenham as touradas, mesmo que com prejuízo», acrescentou.

Estas acções de protesto estão incluídas na campanha desenvolvida pela associação «Manifesto ANIMAL, Pelo Fim dos Crimes Sem Castigo», no contexto da qual está a apresentar à Assembleia da República uma proposta para um Código de Protecção dos Animais.

«A nova lei de protecção dos animais em Portugal é urgentemente necessária e deve incorporar a proibição da tortura absolutamente vergonhosa de animais que acontece nas corridas de touros», afirmou Miguel Moutinho.

Os activistas da Animal pedirão assim, semanalmente, aos transeuntes que assinem a petição «Por um Código de Protecção dos Animais Moderno, Eficaz, Progressista e Justo» que será entregue em 2008 ao Presidente da Assembleia da República.

Um inquérito nacional sobre «Valores e Atitudes face à protecção dos Animais em Portugal», promovido pela CIES/ISCTE/Metris e divulgado em Setembro passado pela associação Animal, revelou que a maioria dos 1.064 inquiridos defende mais protecção legal para os animais.

Segundo Miguel Moutinho, o inquérito revelou que «a maioria absoluta dos portugueses quer que a Assembleia da República proíba as touradas em todo o país (50,5 por cento) e que os municípios de todo o país tornem as cidades e vilas que administram cidades e vilas anti-touradas, onde a realização de touradas não seja autorizada pelas respectivas câmaras municipais (52,4 por cento)».

Já conforme o Relatório de Actividade Tauromáquica de 2006, publicado pela Inspecção Geral das Actividades Culturais (IGAC), a Praça de Touros do Campo Pequeno (juntamente com a emissão de touradas na RTP e na TVI) é “um dos últimos três focos de resistência ao forte declínio económico e social que a indústria tauromáquica está a ter em Portugal”, explicou à Lusa o responsável.

Durante o mês de Dezembro, entre outras acções que levará a cabo, e além das acções semanais anti-touradas frente ao Campo Pequeno, a Animal realizará, em Lisboa e no Porto, uma sucessão de acções de protesto frente a circos com animais e a lojas onde é comercializado pêlo de animais.

Estas iniciativas desenvolvem-se também no contexto da Campanha «Manifesto ANIMAL», que reclama na sua proposta para um Código de Protecção dos Animais em Portugal, a proibição da manutenção e uso de animais em circos e a proibição da criação e morte de animais para extracção e uso do seu pêlo e da produção e comércio de artigos com pêlo de animais.

LUSA/SOL

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