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O Círculo

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A maioria das pessoas está disposta a fazer sacrifícios pessoais, como por exemplo pagar combustíveis mais caros, com o objectivo de diminuir o impacto das alterações climáticas, concluiu uma sondagem realizada pela BBC abrangendo 22 mil pessoas em 21 países.

De acordo com esta sondagem, que não incluiu Portugal, 83% das pessoas inquiridas estão prontas a mudar o seu estilo de vida em prol do ambiente, mesmo nos EUA ou na China, os dois maiores emissores de dióxido de carbono. “Em todo o mundo as pessoas reconhecem que a alteração climática exige uma alteração de hábitos”, explica Steve Kull, director do Programa sobre Atitudes de Política Internacional que, em conjunto com a GlobeScan, realizou a sondagem. “E para que essas mudanças ocorram é necessário que aumente o preço da energia mais poluente.” Ou seja, a energia que utiliza combustíveis fósseis, como o petróleo, a electricidade ou o gás natural. Os cientistas afirmam que as emissões de carbono derivadas dos combustíveis fósseis para gerar electricidade e alimentar o transporte provocaram uma subida na temperatura média global de 1,8o C a 40 C ao longo do último século, da qual resulta um maior número de inundações, fome e outras tragédias.

Talvez por isso, em 14 dos 21 países, 61% dos inquiridos apoiariam o aumento de impostos sobre o consumo de energia desde que tivessem a garantia de que o dinheiro seria usado para procurar novas fontes energéticas ou para aumentar a sua eficiência – e neste item, as respostas dos chineses foram as mais entusiastas.

Isto significa, diz Matt McGrath, especialista da BBC em ambiente, que na maioria dos países a população parece estar mais disposta a fazer grandes mudanças no seu estilo de vida do que os próprios Governos. Mais do que mudanças, as pessoas sabem que em alguns casos serão necessários verdadeiros sacrifícios. Por exemplo, nos EUA e em quase todos os países da Europa, a população aceita o facto de que o preço dos combustíveis que poluem o ambiente terá de aumentar. As únicas excepções são a Itália e a Rússia, onde um número significativo de pessoas ainda acredita que não será preciso aumentar o preço da energia.

Os contribuintes também parecem favoráveis a um aumentos das “ecotaxas”, desde que outros impostos diminuam e, portanto, isso não implique um aumento substancial daquilo que têm de pagar. “Poucos cidadãos querem que os seus impostos aumentem, mas esta sondagem mostra que a população está aberta a que os chefes de Governo introduzam um imposto de carbono sobre a energia”, declarou o director da GlobeScan, Doug Miller.

Fonte: DN

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