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Um programa de investigação francês, “Eclipse”, quer conhecer como era o clima desde há 750 milhões de anos e como evoluiu a sua interacção com o Homem, até aos nossos dias. Para o fazer, reúne paleontólogos, geólogos, biólogos, historiadores e antropólogos.

Coordenado pelo Instituto Nacional das Ciências do Universo (Insu), este programa “traz novas respostas sobre os cenários climáticos” de há 750 milhões de anos e até anos nossos dias, explicaram ontem os investigadores aos jornalistas.

O primeiro impacto do Homem no clima foi, dizem sem sombra de dúvida, a desflorestação, a partir dos 500 anos antes da nossa era, o que terá levado a um arrefecimento, pondo o solo a nu.

“O mesmo sistema repetiu-se durante a Idade Média, que registou uma desflorestação importante, e que foi seguida por uma ‘pequena idade glaciar’”, salientaram os cientistas.

A concentração do metano (gás com efeito de estufa) na atmosfera teve dois picos, há 55 mil anos e no período entre os 40 mil anos e os 38 mil anos. Estas duas datas correspondem a “aquecimentos abruptos no último período glaciar”, o que “mostra que este gás com efeito de estufa teve uma influência no clima”.

Os investigadores concluíram que a deslocação da Pangeia – há entre 250 e 65 milhões de anos atrás – aumentou “a quantidade de precipitação e a taxa de dissolução das rochas continentais”. O que reduziu a concentração do gás carbónico na atmosfera, com um clima mais húmido e fresco, levando a um “arrefecimento de 4,5 graus nos continentes”.

No âmbito do programa “Eclipse”, os cientistas detectaram o aparecimento de plantas nas terras emersas há 510 milhões de anos, quando se pensava que a composição da atmosfera não permitia a vida há mais de 420 milhões de anos.

Para fazerem estas descobertas, os cientistas integraram nos modelos climáticos “dados de paleontologia e ambientais dos oceanos e continentes”.

Fonte: Público

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