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O Círculo

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Os pais fumadores aumentam o risco de morte súbita nos recém nascidos, a causa de morte mais frequente nas crianças até ao primeiro ano de vida. Nove em cada dez casos estão relacionados com mães fumadoras durante a gravidez. Mas a situação piora depois do nascimento, por cada hora que a criança passa num ambiente de fumo passivo. Os dados, hoje revelados por uma equipa de investigadores da Universidade de Bristol, sugerem que 60 por cento dos casos do Síndroma da Morte Súbita no Lactente (SMSL) podiam ser evitados.

Os investigadores quiseram calcular o impacto do tabaco no recém-nascido. Segundo a BBC News, o estudo final, a ser publicado pela revista científica “Early Human Development”, revela que apesar de se ter registado uma diminuição dos casos de morte súbita em recém-nascidos, as situações clínicas de SMSL associadas ao tabaco continuam a aumentar.

Os investigadores sugerem que uma das possíveis consequências das medidas de restrição do fumo em locais públicos será as pessoas fumarem mais em casa. Alertam por isso que, por cada hora que o bebé passa em contacto com o fumo do tabaco, o risco de SMSL aumenta proporcionalmente – uma criança exposta oito horas ao fumo do tabaco tem oito vezes mais probabilidade de ser vítima de morte súbita.

“Depois do parto, a mãe pode reduzir o risco protegendo o bebé”, disse à BBC News Peter Fleming, coordenador do estudo. “É passar aos pais, enquanto mensagem positiva, que mesmo que não consigam deixar de fumar, não fumem ao pé do bebé”, acrescentou.

“Os números mostram que o fumo durante a gravidez é o risco evitável mais importante no Síndroma da Morte Súbita no Lactente (SMSL), disse George Haycock, da Fundação para o Estudo de Mortes na Infância. “Se nenhuma mulher fumasse durante a gravidez, cerca de 60 por cento dos casos de morte súbita podiam ser evitados”.

Segundo a BBC News, o número mulheres grávidas fumadoras diminuiu de 30 para 20 por cento nos últimos 15 anos.

Fonte: Público

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