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O Círculo

Empowering Communities

Programa começou em Paredes, o pior sítio em abandono escolar.

A teoria contra o abandono escolar saiu dos relatórios e desceu ao terreno de todos os riscos e de todas as oportunidades: as escolas. Este mês, a associação EPIS (Empresários para a Inclusão Social) – que desenvolveu uma metodologia para atacar o insucesso escolar – começou a testá-la em Paredes, o concelho que apresenta os piores índices nacionais de abandono no terceiro ciclo.

Neste município a taxa média de reprovações é de 24,9% , ou seja, só 75% dos alunos passam de ano no terceiro ciclo. Mais grave, quando os alunos transitam para o secundário, essa taxa sobe para valores em torno dos 80%.

Essa foi a razão pela qual a EPIS escolheu Paredes como projecto-piloto, embora a sua missão seja nacional, prevendo alargar-se brevemente, a mais 14 outras zonas de risco como Matosinhos, Odivelas e Vila Franca de Xira -Matosinhos e Paredes fazem parte do distrito do Porto, Vila Franca e Odivelas pertencem a Lisboa.

“Já seleccionámos e demos formação aos psicólogos e desde o início de Outubro, eles estão nas escolas do concelho a fazer a sinalização dos alunos de risco, em articulação com os professores dessas escolas”, disse o responsável de comunicação daquela associação, Diogo Simões Pereira.

Por alunos em risco podem considerar-se não apenas os que apresentam piores resultados escolares e comportamentos preocupantes, mas também alunos que, apesar do bom aproveitamento, tenham um envolvimento socio-económico de risco, que possa colocar em causa a manutenção do seu percurso educativo.

Tal como define a metodologia da EPIS, após o processo de sinalização dos alunos, os mediadores passam a contactar directamente os jovens – tentando perceber os seus problemas e trabalhando ao nível das suas motivações e também dos seus problemas de aprendizagem com a ajuda dos professores locais. Fazem com eles uma contratualização de objectivos. Neste “contrato” os mediadores tentam também envolver as famílias. “O objectivo é criar factores de protecção”, resume Diogo Simões Pereira. “Porque é importante que os pais valorizem a educação e disponham de informação irrefutável de que só a educação pode garantir o futuro dos seus filhos. E têm de aproveitar a oportunidade, pois vivemos num país em que a educação é gratuita”.

O sistema da EPIS, que parte inteiramente da iniciativa privada, aposta ainda num forte envolvimento dos parceiros locais, com as autarquias à cabeça, mas também das empresas e dos centros de assistência social. Sem esta aliança, o projecto não seria, de resto possível.

No caso concreto de Paredes, o município financia uma parte dos custos com as remunerações dos psicólogos e empenhou-se com a comunidade empresarial local, conseguindo o apoio financeiro de 49 empresas, que vão garantir a manutenção deste projecto durante, pelo menos três anos, disse o presidente da Câmara Municipal.

Fonte: DN

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