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Setenta e quatro filmes de autores de 25 países, entre curtas-metragens, animações para telemóveis ou feitas com recurso a jogos electrónicos, competem no quarto Festival de Cinema de Animação Digital (Animatu), que começa quarta-feira em Beja.

O evento, organizado pela Associação Zootrópio em parceria com a Câmara de Beja, decorre até domingo em quatro espaços da cidade para «deliciar» os adeptos da «fantasia digital», com sessões competitivas, projecções de filmes para escolas, oficinas de formação, conversas e exposições.

«Pretendemos mostrar, premiar e estimular a produção de cinema de animação digital e atrair novos públicos para este género, combatendo a ideia de que é só para crianças», explicou hoje à agência Lusa Marco Taylor, o director do Animatu, que se assume como «alternativa» aos festivais de cinema de animação em Portugal.

«Alternativa porque não se limita ao cinema e explora outras modalidades emergentes no mundo da animação digital, como animações para telemóveis ou feitas com recurso a jogos de computador (machinima)», frisou.

Os filmes em competição, que serão exibidos até sábado em seis sessões no Teatro Municipal Pax Julia, dividem-se em curtas-metragens de 2D e 3D, animações para telemóveis, machinima e animações feitas por alunos de escolas portuguesas, dos ensinos secundário e universitário.

As escolhas dos júris nacional e internacional deste ano serão anunciadas sábado, às 22:00, no Pax Julia, numa cerimónia que servirá também para entregar os prémios aos vencedores da edição do ano passado.

O júri internacional atribui o Grande Prémio ao melhor de todos os filmes em competição e distingue o Melhor Filme Português e as melhores curtas-metragens de 2D e 3D, animações para telemóveis e machinima.

O júri nacional premeia as produções das escolhas portuguesas, atribuindo o Grande Prémio Jovem IPJ, o Prémio RTP2 – Onda Curta e os primeiro e segundo prémios nas categorias digital e geral.

Além das secções competitivas e de quatro sessões para escolas do ensino básico e especial, o festival estreia, sexta-feira, às 21:00, no Pax Julia, o documentário «O Pesadelo», da realizadora portuguesa Jeanete de Novais Rocha.

O documentário, explicou Marco Taylor, conta «estórias interessantes» sobre o primeiro filme de animação português «O Pesadelo de António Maria» (1923), da autoria do caricaturista e desenhador Joaquim Guerreiro.

O filme animado, que abria a revista «Tiro ao Alvo» em exibição naquele ano no Éden Teatro em Lisboa, esteve muitos anos dado como desaparecido, até que foi encontrado e exibido na edição de 2001 do Cinanima – Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho.

A primeira longa-metragem do cinema de animação português, «To the Top of the World» (2007), realizada por António C. Valente, Carlos Silva e Vítor Lopes, também vai ter honras de exibição, domingo, às 15:00.

Além da projecção, o Animatu revela ainda os passos da produção, personagens, objectos, ambientes e partes do «storyboard» do filme, numa exposição patente na Pousada de São Francisco.

A Galeria do Desassossego acolhe uma exposição sobre a produção do videoclip animado da música «Luna» dos portugueses Moonspell e o Pax Julia mostra o processo de criação da série de animação para televisão «Eu quero ser…», uma «viagem» pelo mundo das profissões visto pelo olhar de várias crianças.

O Animatu oferece também cinco oficinas de formação, que vão decorrer na Casa da Cultura, além de sete conversas com especialistas em cinema de animação, na Sala Estúdio do Pax Julia.

A produção num grande estúdio de animação, pelo norte-americano Stephen Gregory, animador dos Estúdios de Animação Pixar, ou a evolução do cinema de animação em Portugal, pelo realizador português Abi Feijó, são alguns dos temas em debate.

Mais informações em http://www.festivalanimatu.com 

Diário Digital / Lusa

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