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Esta devia ter sido apenas uma escala tranquila, destinada a ganhar fôlego para a viagem mais longa, mas a passagem pelo sistema de Júpiter da sonda Novos Horizontes, da NASA, produziu surpreendentes resultados científicos. Actividade vulcânica na lua Io e o estudo dos ténues anéis de Júpiter são dois exemplos.

Ao todo, foram feitas mais de 700 observações, dez vezes mais do que estava previsto para a missão final da sonda, em Plutão. O êxito é de tal ordem, que a agência espacial norte-americana já decidiu triplicar as tarefas da máquina. Ontem, foram divulgadas as primeiras imagens de uma série mais vasta de observações feitas em Fevereiro e Março.

Os novos dados sobre Júpiter e algumas das suas luas revelam alterações na atmosfera do planeta gigante, mostrando um ambiente mais dinâmico do que até hoje se pensava existir. Relâmpagos nas regiões polares e novos indícios sobre o ciclo das enormes nuvens de amonía- co são alguns dos detalhes até agora não conhecidos.

Refira-se que a Novos Horizontes, uma sonda lançada em 2006 e que custou 700 milhões de dólares (500 milhões de euros) é a oitava máquina terrestre a passar perto de Júpiter. É também a mais sofisticada de sempre, o que justifica a afirmação dos cientistas de que as imagens obtidas são ainda mais detalhadas do que as anteriores, da sonda Cassini.

A visita a Júpiter destina-se a ganhar balanço para o objectivo da missão: Plutão. A sonda Novos Horizontes é a mais rápida de sempre e levou apenas 13 meses para atingir Júpiter. Foi lançada numa trajectória muito próxima do maior planeta do sistema solar (inclusivamente através da sua magnetosfera), para ganhar velocidade, usando a gravidade.

O uso do princípio da funda permitiu acelerar a sonda e poupar três anos na viagem para Plutão, que a Novos Horizontes deverá atingir em 2015. Neste momento, a máquina está a meio caminho entre as órbitas de Júpiter e Saturno.

A passagem por Júpiter “teve um sucesso além dos nossos sonhos mais delirantes”, afirmou Alan Stern, o investigador principal desta missão da NASA. O responsável científico sublinha que a manobra de aceleração colocou a sonda na trajectória certa e permitiu a uti- lização de instrumentos sofisticados para compreender melhor o sistema de Júpiter, incluindo as luas, anéis e atmosfera. Nos débeis anéis foram detectados aglomerados de escombros que parecem indicar impactos recentes.

Fonte: DN

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