Skip to content

O Círculo

Empowering Communities

Crianças e Ciência foram os dois “C” que o Pavilhão do Conhecimento quis juntar no primeiro quiosque TryScience inaugurado, hoje, em Portugal. Divertir, descobrir, aprender e inovar, vale tudo menos não tocar.

Nada menos que 600 centros e museus de ciência de todo o mundo é a proposta do projecto global TryScience, que conta com o suporte tecnológico da IBM. No caso português o quiosque foi redesenhado. De uma enorme bola laranja iluminada, símbolo do conhecimento, saem dois cones semelhantes a altifalantes, que abrem aos seus utilizadores as portas do mundo, através de dois monitores. O objectivo é estimular o interesse das crianças e dos jovens pela investigação e pelo conhecimento científico, sempre de forma interactiva e intuitiva.

As “cobaias” desta experiência tecnológica foram os cerca de 60 alunos das escolas D. Dinis, Damião de Góis e da Escola Móvel, que embarcaram na viagem virtual pelas potencialidades do primeiro museu científico online do mundo. No TryScience, uma lupa com sotaque brasileiro e que pede para a tratarem por “Mag”, indica a rota a seguir. O utilizador pode escolher a aventura e a área que mais lhe agrade e seguir pistas, por exemplo, para encontrar o fóssil de um dinossauro. As pistas são recolhidas nos diversos museus internacionais associados.

O quiosque está no espaço de acesso livre a todos os visitantes do Pavilhão do Conhecimento que poderão, assim, recorrer a esta tecnologia para pesquisar e aprofundar os seus conhecimentos dentro das áreas das ciências, engenharias e tecnologias. Além disso, o Pavilhão do Conhecimento junta-se aos outros 600 centros e museus do mundo que podem ser visitados em tryscience.org, ainda que neste espaço não estejam todas as actividades.

Tanto ao vivo como através do site, os jovens poderão converter-se em cientistas de palmo e meio e explorar diversas experiências científicas, visitar virtualmente centros científicos de todo o mundo e observar em tempo real algumas exposições científicas e tecnológicas, através do recurso a webcams. O North Carolina Museum of Life, o Fort Worth Museum of Science and History, o Space Center Housten e o New York Hall os Science, são alguns dos destinos de viagem propostos.

Hoje, durante a visita, os estudantes passaram da teoria à prática, com a ajuda dos monitores. Uma das actividades propostas foi construir pontes com esparguete e com linguini, servindo as gomas como junções das diferentes partes da construção. Desta forma, puderam testar as distintas resistências dos materiais ao peso de “clips”. No entanto, a actividade preferida dos jovens curiosos foi um foguetão improvisado, feito com um balão, uma corda e uma palhinha, mas capaz de voar como os verdadeiros.

Para Conceição Zagalo, directora da Divisão de Comunicações e Programas Externos da IBM em Portugal, “pôr a tecnologia ao serviço das pessoas, em especial das crianças, é cada vez mais importante”. Conceição Zagalo defende que “esta é uma forma de preparar a nova geração de cientistas e de investigadores, e de desmistificar a complexidade que impede os estudantes de se aproximarem de conteúdos científicos”.

O director do Pavilhão do Conhecimento, António Gomes da Costa, destaca a importância do quiosque que “completará a oferta de módulos interactivos do nosso espaço, que conta com cerca de 800 visitas diárias, na sua maioria de escolas durante a semana e de famílias ao fim-de-semana”.

No final da experiência o balanço foi muito positivo, tanto para professores como para alunos, que se sentiram mais motivados e à vontade com os temas experimentados. “A ciência é muito mais simples do que parece”, garante Débora Sequeira, uma aluna da escola D. Dinis e futura bióloga ou médica.

Fonte: Público

Advertisements

%d bloggers like this: