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O Círculo

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Os agricultores chineses já semeavam arroz há 7700 anos e utilizavam o fogo e formas de controlo de inundações para irrigar os seus campos, revelam cientistas num artigo publicado na revista “Nature” da semana passada.

Geógrafos britânicos e chineses descreveram na revista como encontraram artefactos – ossos e ferramentas de bambu usadas para o cultivo – e elevadas concentrações de carvão em Kuahuqiao, zona húmida 200 quilómetros a Sul de Xangai.

“Há 7700 anos, as pessoas utilizavam o fogo para abrir campos de cultivo. Não era apenas uma queimada, mas várias ao longo de décadas para manter o solo em condições para semearem arroz”, explicou Zong Yongqiang, da Universidade de Durham, Reino Unido.

Também foram encontrados amontoados de madeira que se acredita terem sido usados como suportes no solo pantanoso para erguer plataformas para abrigos destinados aos agricultores e suas famílias.

Naquela altura, os agricultores eram capazes de proteger os seus campos das inundações nas zonas costeiras mais baixas.

Mas, há 7500 anos, aquela região foi subitamente abandonada, dizem os cientistas que encontraram vestígios da salinidade deixada nos solos pela água do mar. “Podem ver-se vestígios de um aumento abrupto de plantas marinhas, o que significa que as pessoas deixaram de conseguir proteger os seus campos porque o nível das águas do mar continuava a subir, com inundações”, acrescentou Zong.

“Eles abandonaram aquele local, que ocuparam durante 200 anos, e mudaram-se para outros, com condições semelhantes”, disse, referindo-se a Hemudu, 120 quilómetros a Este de Kuahuqiao.

Agora os investigadores estão a estudar o Lago Taihu, 150 quilómetros a Norte de Kuahuqiao. “Há cerca de seis mil anos, a comunidade era tão activa e a produção de arroz era tão elevada. Mas depois, há quatro mil anos, esta comunidade desapareceu”. Zong questiona se “foi por causa da subida do nível do mar ou do arrefecimento do clima”.

Fonte: Público

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