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As ilhas do Corvo e da Graciosa, nos Açores, foram classificadas pela UNESCO como Reservas da Biosfera, na sequência de uma candidatura apresentada pelo Governo Regional.

Segundo a secretária regional do Ambiente, Ana Paula Marques, a classificação em causa resulta das candidaturas que pretenderam demonstrar as qualidades ambientais de duas das mais pequenas ilhas do arquipélago.

“Mais uma vez os Açores provam que têm, de facto, uma qualidade excepcional no contexto nacional”, afirmou Ana Paula Marques, para quem este galardão tem a capacidade de ser “pró-activo”.

No seu entender, para além de confirmar a qualidade ambiental que estas ilhas demonstram, esta classificação vem revelar a necessidade de continuar a investir na criação de planos de gestão “para que a certificação da qualidade ambiental seja uma realidade”.

A mesma responsável disse ainda que, em termos de conservação da natureza, os Açores estão a “marcar pontos” a nível mundial, através do desenvolvimento de um “trabalho de excelência” nesta matéria.

Mais-valia para as duas ilhas

A classificação das ilhas da Graciosa e do Corvo está integrada num pacote de 23 novas reservas da biosfera, aprovadas pelo Beureau do Conselho Internacional de Coordenação do Programa da UNESCO “O Homem e a Biosfera”, que está reunido em Paris.

Da responsabilidade da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), a rede mundial de Reservas da Biosfera inclui zonas classificadas em todos os continentes, como o Pantanal e a Amazónia (Brasil), Yellowstone e o Deserto Mojave (EUA), Monte Olympus (Grécia) e o delta do Rio Vermelho (Vietname).

O estatuto constituiu uma “mais-valia” para as duas ilhas, dado que permitirá reorientar as decisões ao nível da gestão, compatibilizando a preservação da biodiversidade com a presença humana.

O Governo açoriano esteve a trabalhar neste processo desde 2005, mas só em Abril deste ano apresentou a candidatura oficial de duas das nove ilhas à Rede Mundial de Reservas da Biosfera.

O Corvo, a ilha mais pequena do arquipélago açoriano, tem cerca de quatro centenas de habitantes, enquanto a Graciosa, localizada no Grupo Central dos Açores, tem pouco mais de cinco mil pessoas.

Promover o desenvolvimento sustentado

A classificação de uma zona como Reserva da Biosfera tem como principal função a defesa e protecção da biodiversidade, o desenvolvimento sustentado e o conhecimento científico.

Actualmente, há cerca de 500 Reservas da Biosfera da UNESCO em mais de uma centena de países.

Com esta classificação, Portugal passa a ter três Reservas da Biosfera, sendo que, até agora, o país dispunha de uma única zona com tal estatuto – a Reserva Natural do Paul do Boquilobo (Golegã).

Além das Reservas da Biosfera, o Arquipélago dos Açores possui áreas classificadas e reconhecidas internacionalmente por razões ambientais com o estatuto de Rede Natura 2000, Património da Humanidade, Áreas RAMSAR e Áreas Marinhas Protegidas ao abrigo da Convenção OSPAR.

fonte: Público

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