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O Círculo

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Num conjunto de 29 países (27 europeus mais os Estados Unidos e o Japão), Portugal está em 21. º lugar em termos de produtividade por trabalhador. Apenas oito países obtiveram piores resultados, todos eles da Europa de Leste e da ex-União Soviética. A liderança continua a pertencer aos norte-americanos.

De acordo com dados de 2006 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a produtividade dos trabalhadores portugueses por hora é de 17,22 dólares (12,63 euros), menos de metade dos 26,13 euros gerados pelos americanos. Espanha situa-se nos 16,04 euros por hora.

Comparando com países fora da Europa, a parcela da riqueza criada por cada trabalhador (expressa no gráfico) português é semelhante aos da Arábia Saudita (que geraram em 2005, 28,9 mil dólares).

O relatório da OIT destaca que o aumento da produtividade em geral consiste na melhoria da ligação entre capital, mão-de-obra e tecnologia. “A falta de investimento nas pessoas (formação e qualificações), bem como em equipamentos e tecnologia podem levar à subutilização do potencial da mão-de-obra no mundo”.

A OIT destaca ainda o facto dos Estados Unidos se estarem a distanciar do resto dos países desenvolvidos, aumentando o fosso do diferencial da sua produtividade. Ou seja, a aceleração da produtividades nos EUA tem crescido a um ritmo mais elevado do que nos restantes países, nomeadamente aqueles que se situam nos lugares seguintes, como a Irlanda e o Luxemburgo.

Na Ásia assiste-se a um aumento muito rápido da produtividade por trabalhador, que é actualmente o dobro de há uma década. Hong Kong coloca-se logo a seguir aos Estados Unidos, como 56,2 mil dólares, enquanto a República Popular da China se situa nos 9,8 mil dólares. Taiwan obteve 44,1 mil dólares.

“Algumas pessoas percepcionam o crescimento impressionante da produtividade na Ásia do Sul como uma ameaça, mas trata-se de uma tendência positiva para a economia mundial”, afirmou José Salazar-Xirianachs, director executivo da OIT para o emprego.

“Estas regiões não se limitam a produzir bens e serviços de forma mais eficaz, transformaram-se também em importantes centros de consumo”, acrescentou. Em oposição, o responsável da OIT mostrou-se preocupado com o péssimo desempenho da África subsahariana, onde o valor acrescentados dos produtos é 12 vezes inferior à de um trabalhador do mundo industrializado.

Fonte: DN

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