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O Círculo

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A maioria das espécies de aves tem mais machos do que fêmeas, revela um estudo publicado na revista de ornitologia “Ibis”. Este facto leva a crer que os censos sobre as populações ameaçadas podem ter sido sobrestimados, uma vez que se baseiam na contagem dos machos.

Os machos são mais fáceis de identificar porque têm, normalmente, uma plumagem de cores mais vivas do que as fêmeas e, em muitas espécies, são eles que mais se fazem ouvir, para atrair as fêmeas e defender territórios.

Por isso, os investigadores baseiam-se na contagem dos machos para estimarem o número de casais reprodutores, assumindo que existem tantas fêmeas como machos. Paul Donald, da Royal Society for the Protection of Birds (RSPB) do Reino Unido, baseou-se em centenas de trabalhos científicos para chegar à conclusão de que esse método está errado.

“Quanto mais rara é uma espécie, maior tendência tem para ter mais machos”, avança o especialista num comentário publicado no site da organização.

“Muitas das espécies mais raras podem estar muito mais perto da extinção do que se pensava porque o número de fêmeas é mais baixo do que o dos machos”. Donald salienta que “é muito mais fácil salvar uma população com um excesso de fêmeas do que o contrário”.

A razão apontada por Paul Donald para a desproporção é que as fêmeas não vivem tanto tempo como os machos. “À medida que as gerações evoluem, tornam-se dominadas por machos”, adianta.

Uma explicação possível para a elevada mortalidade das fêmeas é que estas sofrem “mais pressão fisiológica”. Em muitas espécies de aves migradoras, as fêmeas voam mais longe, apesar de serem mais pequenas. Além disso, as fêmeas são mais vulneráveis aos predadores quando estão no ninho a chocar os ovos.

Fonte: Público

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