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O Círculo

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Nunca os portugueses abandonaram tantos animais como este Verão, garante a fundadora da associação de protecção de animais SOS-Animal, que hoje levou a cabo mais uma campanha de adopção de cães e gatos.

«Temos falado com outras associações, temos comparado estatisticamente com outros anos e todos nós dizemos que este verão tem sido o pior. Tem sido uma coisa horrível», disse Lígia Santos à Lusa, adiantando como possível explicação a actual crise económica que pode estar a levar muitos portugueses a abandonarem os seus animais por entenderem que estes são demasiado dispendiosos.

«A vida está cada vez mais complicada monetariamente, mas as pessoas têm de entender que quando se adopta um animal é como se fosse um bebé que nós temos para o resto da vida, têm de pensar previamente nas férias, nas despesas de saúde que eles dão, nas despesas de alimentação», alertou.

Apesar de ser difícil saber quantos animais são abandonados anualmente, Lígia Santos estima que possam ser «milhões por todo o país e milhares só em Lisboa» tendo em conta que existem milhares de associações de protecção de animais por todo o país e canis e gatis em todos os municípios.

«As pessoas adoptam no Inverno e quando chega o Verão acabam por abandonar o seu fiel amigo», diz a fundadora da SOS-Animal para quem «o homem não é o melhor amigo do animal».

Contra o aumento de abandonos e na tentativa de arranjar um lar para cada um dos animais da associação e do canil de Lisboa, a SOS-Animal organizou durante o dia de hoje mais uma campanha de adopção de animais no Parque do Alvito.

Habitualmente, a associação tem campanhas de adopção no Parque do Alvito no terceiro domingo de cada mês e no primeiro sábado de cada mês na Casa da Guia, em Cascais.

«Vamos agora ter uma terceira data fixa mensal no Terreiro do Paço (todos os domingos, em parceria com a iniciativa ‘Aos Domingos Terreiro do Paço é das Pessoas’) para qualquer pessoa que queira adoptar. Temos sempre muitos animais que estão na rua e que nós tentamos trazer às campanhas”, explicou Lígia Santos.

Lusa/SOL

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