Skip to content

O Círculo

Empowering Communities

A presença de um telemóvel no carro duplica o risco de acidente fatal, refere um relatório da Direcção-Geral da Saúde, segundo o qual mesmo com o sistema mãos-livres é um risco falar ao telefone e conduzir.

Em causa está a distracção ligada à conversação e não a perícia da condução ou qualquer efeito do campo de radiofrequência sobre o cérebro, informa o mesmo relatório.

Estudos citados no relatório referem que a conversação ao telemóvel num veículo automóvel mais de 50 minutos por mês aumenta 5,59 vezes o risco de acidente.

Em 223,137 acidentes registados entre 1992 e 1995 também ficou expresso que havia uma possibilidade nove vezes superior de acidente fatal quando se usava o telemóvel.

A simples presença de um telemóvel no automóvel significa um risco duas vezes superior de acidente fatal, concluem os estudos.

O relatório da DGS alerta no entanto que o telemóvel é um factor de segurança na assistência médica pré-hospitalar.

Quanto à exposição dos utilizadores de telemóveis aos campos magnéticos, o relatório indica não estar estabelecida uma ligação «inequívoca» entre a exposição a campos magnéticos e efeitos adversos na saúde humana.

No entanto, recomenda que para reduzir a exposição, o melhor é usar sistema kit mãos livres ou reduzir a duração das chamadas.

Por outro lado, recomenda que as pessoas com implantes electrónicos, como pacemakers, bombas de insulina ou neuroestimuladores transportem o seu telemóvel afastado, pelo menos, 15 centímetros do seu implante, e que o usem na orelha do lado oposto.

O texto garante ainda que a eficácia dos sistemas «protecção anti-radiação não foi comprovada, de forma alguma, até ao presente.

De fora dos locais seguros para fazer chamadas móveis ficam as unidades de saúde, em áreas onde existem equipamentos médicos sujeitos a sofrerem interferências electromagnéticas.

Sobre as antenas fixas de telemóveis, os especialistas garantem que a saúde das populações que habitam nas proximidades de estações base não está em perigo quando os níveis de exposição atingem apenas uma pequena fracção dos valores recomendados.

As estações base são dispositivos fixos de comunicação que recebem e emitem energia em radiofrequência. O funcionamento de um telemóvel é baseado numa comunicação efectuada entre um terminal portátil e a antena da estação base mais próxima. Estas duas estruturas são emissores e receptores de sinais de radiofrequência.

O documento garante serem «insignificantes» os níveis de exposição às radiações de estações base quando comparados com a exposição aos próprios telemóveis.

Os níveis dessas estações «de um modo geral são muito inferiores» aos níveis de referência definidos pela Recomendação do Conselho número 1999/519/CE e adoptados através de uma portaria em Portugal em 2004. «Estes níveis são inferiores aos que estão associados ao funcionamento de estações de radiodifusão sonora e auditiva», acrescenta o texto.

Caso surjam novas provas cientificas de que as fontes emissoras são responsáveis pela ocorrência de efeitos prejudiciais para a saúde, todas as estações de radiocomunicações «terão forçosamente que sofrer as adaptações necessárias para corrigir esta situação».

Nas conclusões do relatório é ainda referido que os estudos epidemiológicos realizados até ao momento «não são capazes de estabelecer» uma relação «inequívoca» entre a exposição a campos magnéticos, como os produzidos por estações base, e efeitos adversos na saúde humana.

Face a esta realidade, é recomendado o aprofundamento dos estudos científicos na área para «responder às crescentes preocupações sobre os possíveis efeitos na saúde da população exposta às radiações electromagnéticas associadas às comunicações móveis».

Segundo o documento estão por estabelecer ligações entre as exposições e perturbações como ansiedade, cansaço ou depressão, assim como problemas relacionados com a gravidez.

«Têm-se verificado casos de cataratas em trabalhadores expostos a níveis elevados de radiofrequências e micro ondas, mas não há evidência que estes efeitos ocorram perante os níveis de radiação a que a população em geral está exposta», nota o relatório, sublinhando contudo a necessidade de novos estudos.

Diário Digital / Lusa

Advertisements

%d bloggers like this: