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O Círculo

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Já houve 18 evasões das prisões portuguesas este ano, sete das quais culminaram em recapturas. A cadeia de Guimarães, palco da última fuga protagonizada por reclusos, já experimentou mais do que uma evasão.

Segundo dados da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, nos últimos cinco anos (2002 a 2006), verificaram-se 275 evasões das prisões portuguesas.

Destas, 224 resultaram em recapturas, com taxas de sucesso anual que variam entre os 65 (em 2005) e os 91 por cento (em 2004). Ainda de acordo com os mesmos dados, a média de evadidos dos estabelecimentos prisionais na década de 1990 foi de 65 por ano, com o recorde a ser fixado nos 131, em 1998 e em 1999.

Entretanto, os seis homens que protagonizaram a última fuga, escapando este sábado do Estabelecimento Prisional de Guimarães, continuam a monte. Os fugitivos têm entre os 22 e os 46 anos, e encontram-se, na sua maioria, em prisão preventiva. “Apenas um foi condenado por roubo e furto, estando os outros cinco em prisão preventiva pelo mesmo tipo de crimes”, adiantou Clara Gomes, assessora da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais.

Os reclusos terão aproveitado a hora da medicação, por volta das 19h, para neutralizar o guarda que os vigiava, sob a ameaça de um ferro, tendo, pouco depois, controlado um segundo polícia que se encontrava na enfermaria e, logo a seguir, um terceiro que estava na portaria. A Direcção-Geral dos Serviços Prisionais já abriu um inquérito interno à fuga. A GNR conseguiu recuperar, no domingo, o carro usado na fuga, que pertencia à empresa que fornecia a alimentação à prisão.

A GNR de Guimarães informou que as buscas se mantêm, mas que os reclusos continuam a monte. As operações estão a ser cooordenadas pela Polícia Judiciária, recorrendo a patrulhas da GNR e da PSP de Guimarães.

O Estabelecimento Prisional Regional de Guimarães é a terceira cadeia mais sobrelotada do país, com 91 reclusos num espaço com lotação para 47. É também um dos 22 que o Governo pretende encerrar até 2010, por falta de condições.

Fonte: Público

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