Skip to content

O Círculo

Empowering Communities

De acordo com os dados fornecidos pelo Ministério brasileiro do Meio Ambiente, o desmatamento da Amazónia caiu para cerca de um terço em doze meses, atingindo o valor mais baixo dos últimos sete anos.

As autoridades atribuíram o bom resultado à fiscalização da exploração ilegal de madeira, à regularização da posse fundiários e aos projectos económicos que preservam a floresta.

Estima-se que cerca de 9600 km2 de mata tenham sido destruídos entre Agosto de 2006 e 31 de Julho de 2007. Em 2005, de acordo com os dados oficiais, tinha atingido os 14,039 km2.

Estas conclusões baseiam-se no estudo preliminar de imagens divulgadas por satélite e têm uma margem de erro de dez por cento. O relatório final está previsto para Setembro.

«É uma grande conquista para a sociedade brasileira. Reflecte uma nova directriz ambiental», afirmou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em conferência de imprensa.

É a menor taxa de desmatamento na Amazónia desde 2000. Até agora, a maior deu-se em 2004, completando um total de 27,429 km2.

Porém, uma revisão dos dados históricos com as novas tecnologias mostra que este ano teve o menor desmatamento desde a década de 1970.

Os ambientalista concordam que houve progressos mas afirmam que o aumento nos preços dos produtos agrícolas neste ano pode voltar a incentivar o desmatamente.

«A conscientização e as políticas melhoraram nos governos mas o derradeiro teste é se as taxas caem durante um período de aumento do preço das commodities», afirmou à Reuters Paulo Moutinho, coordenador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazónia. «Estou optimista mas ainda é cedo demais para comemorar»

Em 2003, o aumento no preço dos cereais fez com que os produtores ampliassem a sua área de cultivo para dentro da floresta amazónica.

O Brasil rejeita repetidamente as críticas dos seus principais competidores de que as exportações agrícolas do país estariam a contribuir para a destruição da Amazónia.

O Governo do presidente Lula aumentou a acção fiscal sobre a extracção ilegal de madeira e as áreas protegidas, mas, ao mesmo tempo, constrói estradas e centrais hidroeléctricas na região.

Fonte: Sol

Advertisements

%d bloggers like this: