Skip to content

O Círculo

Empowering Communities

Foram identificados dois novos genes que influenciam o risco de sofrer de esclerose múltipla – algo de que os cientistas andavam à procura há mais de 20 anos, desde que se detectara o outro único gene associado à susceptibilidade a esta doença neurológica crónica.

Em estudos publicados nas revistas científicas “Nature Genetics” e “New England Journal of Medicine”, equipas apoiadas pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos relatam ter analisado amostras de ADN de mais de 20 mil pessoas dos EUA e da Europa.

Algumas dessas pessoas tinham esclerose múltipla e outras eram saudáveis: o que interessava aos cientistas era procurar pequenas variações genéticas, de pessoa para pessoa – por vezes tão pequenas como uma única gralha num livro com milhões de letras. A ideia era encontrar variantes genéticas que fossem comuns aos doentes, e não às pessoas saudáveis.

E os cientistas conseguiram mesmo identificar dois genes associados à esclerose múltipla: produzem receptores de interleuquinas, que são moléculas que se encontram à superfície das células e, como antenas capazes de enviar sinais à distância, influenciam a forma como as células do sistema imunitário protegem o organismo de invasores como vírus e bactérias. Sob suspeita estão ainda mais cerca de uma dúzia de genes, que terão de ser mais estudados, diz um comunicado de imprensa dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA.

A esclerose múltipla é uma doença neurológica auto-imune, que ataca adultos jovens. As células do sistema imunitário começam a atacar a camada protectora que cobre os longos prolongamentos dos neurónios, como o plástico colorido que cobre os fios eléctricos. Esses prolongamentos nervosos permitem aos neurónios comunicar uns com os outros; quando esse sistema deixa de funcionar bem, surgem sintomas como fraqueza muscular, perda de visão e problemas de coordenação dos movimentos.

A doença crónica e progressiva sobre a qual a partir de hoje se passa a saber mais afecta em todo o mundo mais de um milhão de pessoas, 450 mil das quais na Europa, em particular nos países nórdicos. E a Associação Nacional de Esclerose Múltipla (ANEM), com sede em Gondomar, calcula que o número de doentes em Portugal ronde os cinco mil.

Fonte: Público

Advertisements

%d bloggers like this: