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Uma equipa de investigadores de Portugal e Israel descobriu uma forma de melhorar o tratamento dos casos mais agressivos de cancro da mama.

No estudo, publicado na edição on-line da revista “Nature Cell Biology”, os cientistas demonstram como uma molécula conhecida por EGFR (sigla que, em português, significa “receptor do factor de crescimento epidérmico”) se relaciona com os agressivos carcinomas de tipo basal. Entre dez a 15 por cento dos cancros de mama diagnosticados são deste tipo.

“Estes resultados são muitíssimo animadores, pois mostram que estamos muito próximos de poder bloquear a capacidade metastática deste tipo de cancro e deste modo aumentar substancialmente a sobrevida dos doentes”, referem os investigadores do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (Ipatimup) e do Instituto Weizmann, de Israel. Ao contrário dos carcinomas que têm receptores de estrogénio e, por isso, respondem à terapêutica hormonal (Tamoxifeno) ou ao Herceptin, estes tumores de tipo basal não têm um alvo terapêutico definido.

“Já sabíamos que nestes casos estávamos perante uma amplificação do EFGR”, explica Fernando Shmitt, investigador do Ipatimup. Mas faltava perceber como se relacionava com a agressividade do carcinoma. Numa fase da pesquisa que se desenvolveu em linhas celulares registou-se o mecanismo: “Quando estimulamos o EFGR dentro da célula, a expressão da molécula chamada cten aumenta e assim aumenta também a capacidade de migração de células malignas [metástases].” Mais tarde, nos 300 doentes estudados, foram encontradas grandes quantidades de cten nos cancros com metástases. Um tratamento com inibidores de EFGR em tumores em estado avançado revelou (através de biópsias antes e depois) que, “quando o receptor era bloqueado, a molécula cten quase desaparecia e a capacidade de metastização diminuía muito”. Fernando Shmitt adianta que a promissora descoberta no tratamento destes tumores aplica-se sobretudo aos cancros com metástases pulmonares e cerebrais.

Fonte: Público

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