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O Círculo

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Estudos realizados na Universidade do Colorado nos Estados Unidos conduziram à descoberta de como o cérebro suprime imagens traumáticas. Esta pesquisa pode vir a revolucionar as terapêuticas utilizadas nos doentes com stress pós-traumático ou com perturbações de ansiedade devidas à incapacidade para gerir memórias debilitantes.

A equipa do dr. Bredam Depue concluiu que, quando queremos esquecer algum evento ou imagem, o cérebro reduz a actividade dos seus componentes responsáveis pela recepção e armazenamento de memórias.

Para o estudo, 16 voluntários foram expostos a figuras de rostos humanos seguidas de imagens perturbadoras, como acidentes de viação, soldados feridos ou crimes violentos. Aos voluntários era então pedido que recordassem ou esquecessem as imagens associadas a cada rosto. Depois deste exercício, as faces humanas eram apresentadas isoladamente, devendo os sujeitos relembrar o respectivo par. No caso das imagens violentas a esquecer, 53% já não eram recuperadas pelos voluntários. Quando às imagens a ser lembradas, 71% eram nomeadas e descritas.

Os cientistas usaram ressonâncias magnéticas de modo a mostrar a actividade cerebral dos voluntários em tempo real. À medida que estes se esforçavam por esquecer as imagens, havia um aumento da actividade do córtex pré-frontal, o centro responsável pelas acções e pelo pensamento complexo. Tal parece conduzir a uma diminuição da actividade do córtex visual, onde as imagens são processadas. Segue-se então a redução das capacidades do hipocampo, onde as memórias se formam, e da amígdala, centro da actividade emocional.

Como reconhecem os próprios investigadores, os resultados da pesquisa ainda estão longe de se converter em terapias clínicas. Contudo, Depue espera que seja um passo decisivo no auxílio “a pessoas com problemas de memória que têm de a controlar para que possam recordar eventos a que devem dar uma diferente resposta emocional”. Segundo John Gabrieli, do Massachusetts Institute of Technology “um medicamento dirigido a regiões específicas do cérebro poderá ser capaz de controlar o esquecimento”. Como exemplo, refere uma hipotética mãe permanentemente atormentada pelo suicídio do filho, “para quem quanto mais se conseguisse atenuar essa memória melhor seria”.

Fonte: DN

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