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O Círculo

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Chamam-lhe Frank, pelo menos provisoriamente. Tem apenas cerca de 2 quilómetros de diámetro e orbita entre duas outras luas, Methone e Pallene, do planeta dos anéis, Saturno. A nova lua do planeta, que agora terá de ser oficialmente baptizada e reconhecida pela União Astronómica internacional, é a número 60 e foi descoberta pelas câmaras da sonda Cassini.

Podem já parecer muitas luas para um só planeta. Mas os investigadores responsáveis por analisar os dados recolhidos pela Cassini afirmam que este número ainda pode crescer.

As imagens da nova lua pareciam muito ténues, mesmo captadas com uma grande angular da sonda, a 30 de Maio, o que faz com que os cientistas se sintam fascinados pelo sistema de Saturno e digam que os continua a fascinar e intrigar pois faz crer que, com a devida atenção, até será possível descobrir mais corpos.

“Depois de termos inicialmente detectado este ténue objecto, levamos a cabo uma investigação pormenorizada das imagens e dados que nos levam a concluir que é muito possível que se consiga detectar mais objectos”, disse à BBC News Carl Murray, da Universidade de Londres, um dos cientistas da equipa que analisa a informação da Cassini.

Como muitas das outras luas de Saturno, esta 60ª lua é constituida basicamente por gelo e rocha e tudo faz crer que constiua uma família de luas a par com Methone e Pallene.

“Vamos agora usar os instrumentos da Cassini para estudar se esta família é mais alargada”

A sonda Cassini, um projecto conjunto da Agência Espacial norte-americana, NASA e da suas congéneres europeias, ESA e a italiana ASI, iniciou a sua missão em 1997 com destino a Saturno, onde chegou em 2004. A missão ganhou o nome de Cassini-Huygens pelo facto da Cassini ter dado boleia a uma outra sonda, a Huygens, que aterrou na lua Titã em 2005.

Quando a missão se iniciou, em 1997, apenas era conhecidas 18 luas.

Fonte: Público

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