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O Círculo

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O computador pessoal é um gastador de energia e metade da que lhe é fornecida acaba desperdiçada. O aviso é da Climate Savers Computing Initiative (Iniciativa Climática para a Poupança Informática), uma coligação de várias empresas informáticas, o World Wildlife Fund e a Agência para a Protecção Ambiental norte-americana, lançada pela Google e pela fabricante de microprocessadores Intel, num esforço de contenção energética e na emissão de gases de efeito de estufa.

O alerta é tanto mais oportuno quanto se calcula que no final de 2008 estejam em utilização mundial mais de mil milhões de computadores, segundo a consultora Forrester, e mais de dois mil milhões em 2015, devido a mercados emergentes como o Brasil, Rússia, Índia e China, responsáveis pela utilização de 775 milhões de novos computadores nessa altura. A Forrester lembra que passaram 27 anos até se atingir a marca dos mil milhões de computadores mas vão decorrer apenas seis anos para duplicar esse valor.

A climatesaverscomputing.org pretende acelerar, de forma “agressiva”, a poupança energética nos equipamentos informáticos e periféricos. “Hoje, o computador de secretária normal gasta quase metade da sua energia e o servidor médio um terço”, explicou Urs Hölzle, vice-presidente de operações da Google.

A iniciativa pretende conseguir uma eficiência energética de 93% nas fontes de alimentação até 2010 (contra os 80% para este ano) que, “a ser atingida, reduzirá as emissões de gás de efeito de estufa em 54 milhões de toneladas por ano – e fará poupar 5500 milhões de dólares em custos energéticos”. A organização afirma que em 2010 poderá eliminar o equivalente a retirar mais de 11 milhões de veículos das estradas.

Mas há quem veja neste tipo de atitude uma simples estratégia de marketing. Num artigo publicado esta semana na revista ComputerWorld, Greg Schulz, afirmava que “há dinheiro na história ecológica”, dado que se essa “história vender tornando-a ecológica e interessante” para o mercado, “acaba-se por ganhar dinheiro com isso”.

O factor custo é essencial. Num outro estudo recente da Forrester junto de 124 responsáveis de empresas norte-americanas e europeias, 85% das respostas tinham a componente embiental no planeamento das operações das tecnologias de informação mas apenas 25% inscrevia essa componente no processo de aquisições futuras.

A explicação é simples: os gestores apenas compram um produto ecológico se ele permitir reduções de custo e propiciar retorno do investimento, explicava o responsável pelo estudo. Motivações à parte, o certo é que há quem estime que 2% das emissões de dióxido de carbono sejam produzidos pela electricidade usada nos equipamentos informáticos e de telecomunicações.

Fonte: DN

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