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A estação de rastreio de satélites da Agência Espacial Europeia (ESA) na ilha de Santa Maria, Açores, ficará operacional em Outubro, a tempo de acompanhar o lançamento do foguetão Ariane 5, no início de 2008.

Ricardo Conde, supervisor da Edisoft, uma das três empresas portuguesas a trabalhar na estação, adiantou aos jornalistas que em Agosto será montado o restante equipamento tecnológico, ficando “tudo operacional” em Outubro.

No primeiro de dois dias de visita à ilha de Santa Maria, o governo regional visitou o Monte das Flores, o local escolhido para instalar a estação de monitorização e telemetrias de satélites.

No âmbito de um acordo estabelecido no final de 2005 entre Portugal e a ESA, a instalação da estação na ilha de Santa Maria vai acompanhar os lançamentos do foguetão Ariane 5 e poderá ainda ser utilizada para outros lançamentos e para serviços de recepção e envio de dados.

Segundo o responsável, a estação de Santa Maria é uma das doze estações da ESA, distribuídas por vários pontos do globo, que vão monitorizar o lançamento do Ariane 5.

“Passados 18 minutos do lançamento, a equipa sedeada em Santa Maria irá transmitir os dados recolhidos em tempo real para a Guiana Francesa”, afirmou Ricardo Conde.

A instalação da estação, que vai incluir uma antena com 5,5 metros de diâmetro e equipamentos de ponta distribuídos por três pré-fabricados, representa um investimento de um milhão de euros do governo regional.

A ilha de Santa Maria foi considerada a melhor localização no Atlântico para receber a estação da ESA, que vai cobrir todo o percurso desde o lançamento em Kourou (Guiana Francesa) até à acoplagem à Estação Espacial Internacional (ISS).

Para o presidente do Governo açoriano, Carlos César, o investimento que está a ser feito em Santa Maria significa um “alto valor estratégico para o arquipélago”, devido ao grau de notoriedade que confere à região ao nível das tecnologias espaciais.

Além disso, Carlos César referiu que este investimento poderá contribuir para o desenvolvimento de outros projectos nas áreas da climatologia, vulcanologia e sismologia.

O chefe do Executivo açoriano afirmou, ainda, haver condições para “progressivamente” ter na ilha um centro tecnológico ao qual se poderão associar outras actividades.

Com sede em Paris e 17 estados-membros, a ESA, criada em 1975, dispõe de centros na Alemanha, Itália e Holanda, além de gabinetes na Bélgica, Rússia e Estados Unidos, onde trabalham cerca de dois mil profissionais altamente qualificados.

Fonte: Público

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