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O Círculo

Empowering Communities

Foi anunciado com pompa e circunstância em Novembro passado, numa cerimónia que contou com a presença de ministros e secretários de Estado dos sete ministérios que estão envolvidos no processo mas, oito meses depois, o projecto de reconversão do Alto da Cova da Moura, na Amadora, está parado por falta de verbas e dificuldades de gestão.

A entidade que estava a coordenar o programa de reabilitação daquele que é um dos bairros mais problemáticos do concelho da Amadora foi extinta no início de Junho. Com o fim do Instituto Nacional da Habitação (INH), o processo transitou para o Instituto de Habitação e de Reabilitação Urbana (IHRU). A reestruturação deste novo organismo, que resulta da fusão do INH com o Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado (IGAPHE) e a antiga Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, é, neste momento, a principal prioridade de Nuno Vasconcelos, o escolhido do Governo para presidir à nova entidade.

“Estamos na fase de 60 dias úteis para a reorganizar. Há aqui um compasso de espera”, admitiu este responsável, revelando que a percentagem do bairro que será intervencionada “ainda não está definida”.

Na reunião que teve, na passada semana, com o presidente da Câmara da Amadora e com técnicos que estavam a acompanhar o desenvolvimento do projecto, o presidente do IHRU garantiu que “será cumprido tudo o que foi acordado”. Mas no bairro os moradores e as associações locais que assinaram o protocolo que define os moldes de intervenção têm cada vez mais dúvidas. “Estamos preocupados porque nada fazia prever esta paragem”, lamentou Ilídio do Carmo, presidente da Associação de Moradores da Cova da Moura.

Apesar de este dirigente ter sido eleito representante do bairro na comissão executiva que deveria ter sido criada em Março para acompanhar o avanço dos trabalhos, quatro meses depois esta ainda não foi constituída. O Programa Imediato de Pequenos Melhoramentos (Pipeme), que previa “a realização imediata de pequenas obras para resolver algumas dificuldades nos domínios da salubridade e da segurança”, também nunca chegou a sair do papel. “Havia o compromisso de essas intervenções serem feitas a partir de Janeiro deste ano, mas nada se fez”, lamenta o morador. O horizonte temporal anunciado para o projecto era 2007/2011.

Fonte: DN

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