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A Gronelândia (Terra Verde) merece afinal o seu nome. A investigação de núcleos de gelo, de uma equipa internacional que acaba de publicar as conclusões na revista Science, revelou rastos de ADN de borboletas e de traças que habitavam numa floresta de pinheiros e abetos. A ilha era verde há 450 mil anos e o material genético recuperado poderá ser o mais puro e antigo jamais visto.

Segundo os autores, esta floresta encontrava-se no Sul da Gronelândia e floresceu numa altura em que as temperaturas eram bem mais elevadas do que as actuais. Há 450 mil anos, ocorreu um novo arrefecimento e o gelo avançou sobre as zonas verdes, engolindo-as para sempre.

O recuo no tempo agora conseguido permite compreender que a camada de gelo sobre a Gronelândia é mais resistente do que se supunha. No último período interglacial, entre 116 mil e 130 mil anos, as temperaturas eram cinco graus superiores às actuais e o gelo manteve-se, preservando os indícios mais antigos de vida.

Segundo Eske Villerslev, da Universidade de Copenhaga, citado pela BBC, “mostrámos pela primeira vez que o Sul da Gronelândia, actualmente sob mais de dois quilómetros de gelo, era bem diferente da Gronelândia que vemos hoje”. O académico também considera que os dados recolhidos mostram uma estrutura do manto gelado mais estável do que se acreditava, o que “pode ter implicações na reacção das camadas de gelo ao aquecimento global”.

Fonte: Sol

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