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O Círculo

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Dar a conhecer as piranhas, esse bichinho amistoso e tímido. É este o desafio de uma equipa da Universidade de Saint Andrews, que não parece nada fácil de alcançar devido à sua fama de carnívoro voraz e impiedoso. Os investigadores garantem que é preciso repor a justiça e que a má fama não é merecida.

Segundo a equipa, que vai provar a sua tese “in vivo” na exposição de Verão da Royal Society de Londres, ao lado de um tanque cheio de piranhas, os grupos de dezenas de exemplares não se formam para atacar mas para se defender de outros predadores que identifique como mais poderosos.

“Pensava-se que se agrupavam para caçar de forma mais eficaz”, disse Anne Magurran à BBC News. “Mas descobrimos que este é um mecanismo de defesa primário”, frisou.

De facto, as piranhas são presas fáceis para golfinhos, imagine-se, e outros peixes carnívoros de maior porte. Para se defenderem, as piranhas agrupam-se e no meio do cardume ficam os exemplares mais frágeis, como os juvenis, as fêmeas grávidas e os indivíduos em idade reprodutiva. Nos locais que são identificados pelo grupo como de maior risco, como pequenos lagos com pouco caudal, podem encontrar-se cardumes de 50 piranhas.

Outro mito que a equipa pretende desconstruir é o que nos faz acreditar que se trata de uma espécie carnívora. As piranhas, dizem, são omnívoras, podem comer de tudo um pouco, incluindo plantas e insectos.

Fonte: Público

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