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O Círculo

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Dos mais de 12 mil presos nas cadeias portuguesas, cerca de 800 são mulheres, das quais 28% são estrangeiras e sobretudo oriundas de países africanos, de acordo com dados, de Dezembro de 2006, da Direcção–Geral dos Serviços Prisionais (DGSP).

A maioria das reclusas (70%) está detida por narcotráfico, segundo a investigadora Mónica Lopes, da Universidade do Minho (UM). Um facto comprovado por vários estudos existentes no País sobre a reclusão feminina.

De acordo com a DGSP, das 250 estrangeiras, 88 são oriundas de países africanos, sendo grande parte delas cabo-verdianas. Estão ainda detidas nas cadeias portuguesas 84 mulheres da América Latina e 75 europeias – estas maioritariamente romenas e espanholas. Esta representatividade tem sido constatada em vários estudos realizados em prisões portuguesas.

Os especialistas que estudam o assunto têm concluído que a maioria das reclusas portuguesas e estrangeiras cumpre pena por narcotráfico. A investigadora Mónica Lopes comprovou isso mesmo na avaliação ao estilo de vida criminal que fez a 107 mulheres de um total de 531 reclusos de duas cadeias do Norte do País. Juntamente com Sandra Vieira e Rui Abrunhosa, a psicóloga constatou que 76 tinham sido presas por esse delito.

Já os homens estavam detidos, sobretudo, por crimes sexuais, seguidos dos crimes contra o património.

Segundo Mónica Lopes, a prática do tráfico de droga deriva, muitas vezes, do próprio contexto social das mulheres e grande parte delas considera tratar-se de “uma actividade económica extra”.

Fonte: DN

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