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O Círculo

Empowering Communities

O presidente do IV Colóquio Internacional de Esquizofrenia do Porto, João Marques Teixeira, defendeu hoje a criação de uma rede de apoio sócio-clínico aos esquizofrénicos, como forma de facilitar a sua inclusão social.

“É urgente criar redes de apoio sócio-clínico a estes doentes, para que não fiquem isolados da comunidade”, disse João Marques Teixeira, numa declaração que marcou o último e segundo dia deste colóquio. “As famílias estão sujeitas a uma pressão de cuidados muito grande, não tendo competências técnicas, nem informação e formação para o apoio de os esquizofrénicos precisam”, sublinhou o especialista.

Marques Teixeira realçou ainda que “grande parte destas pessoas não se casam, não têm filhos, não são autónomos e dependem da família para tudo”. “Resolver este problema é uma responsabilidade ética e política de todos”, afirmou.

A esquizofrenia é uma perturbação mental grave, caracterizada por perda de contacto com a realidade, alucinações, delírios, pensamento anormal e alterações do funcionamento social e laboral, que atinge uma em cada cem pessoas. “O tempo médio entre os primeiros sinais da doença e o início do tratamento é de seis a oito anos, o que prejudica muito o prognóstico evolutivo”, realçou o especialista.

João Marques Teixeira considerou que uma parte da “estigmatização” destes doentes “começa pela definição de políticas de saúde mental e de orçamentação pelos decisores”. Para este especialista, a esquizofrenia “é a parente pobre dos Ministérios da Saúde” da Europa, quando deveria mobilizar pelo menos dois por cento dos orçamentos e dos recursos dos sistemas nacionais de saúde.

O IV Colóquio Internacional de Esquizofrenia do Porto, que reuniu 300 especialistas, foi marcado pela apresentação de um estudo europeu que revelou ser mais fácil a regressão dos sintomas nas mulheres esquizofrénicas do que nos homens.

O estudo, iniciado ainda em 2001 e ainda por concluir, envolve o acompanhamento de 11 mil doentes em toda a Europa, incluindo 175 em Portugal.

Fonte: Público

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