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O Círculo

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Há muitas incógnitas sobre a doença de Parkinson – o que a causa ou quais são os mecanismos nela envolvidos -, mas um grupo de investigadores de Harvard, de que faz parte o português Tiago Outeiro, deu agora um novo passo para a compreensão dos seus mecanismos moleculares e para o desenvolvimento de uma futura droga para combater a doença.

O grupo desenvolveu um composto químico que, pela primeira vez, em testes laboratoriais, in vitro e em moscas do vinagre, demonstrou travar a morte das células afectadas na Parkinson. A descoberta é publicada hoje na revista Science.

“É um passo importante, porque nos permite agora trabalhar no desenvolvimento de uma droga capaz de atacar as próprias causas da doença”, disse Tiago Outeiro, que não quis, no entanto, avançar prazos para a disponibilização de um futuro medicamento. “Queremos avançar rapidamente, mas há ainda muito trabalho pela frente, há muitos testes de segurança a fazer, é muito difícil avançar um prazo”.

A investigação da equipa permitiu estabelecer pela primeira vez uma relação molecular entre os mecanismos do envelhecimento e os da própria doença, um avanço importante na compreensão desta patologia.

A doença de Parkinson resulta da morte progressiva de um grupo específico de células cerebrais, os neurónios dopaminérgicos, que se localizam numa região chamada substância negra, no interior do cérebro.

Os compostos químicos desenvolvidos pelo grupo – que já no ano passado tinham dado origem a um artigo na Science – demonstraram funcionar como protectores destes neurónios dopaminérgicos. “O que verificámos foi que eliminam a toxicidade da proteína que, nesta doença, se deposita nas células e provoca a sua morte”, explica Tiago Outeiro.

O cientista português fez o trabalho em Harvard, onde estava há anos, mas regressou agora a Portugal, para aqui desenvolver, no Instituto de Medicina Molecular, a mesma linha de investigação.

Fonte: DN

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