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O Círculo

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O lema do novo Festival de Microfilmes de Lisboa (FML), uma iniciativa das Produções Fictícias (PF), ontem apresentado no Cinema S. Jorge, é simples: “Pequenos filmes para pequenos ecrãs”.

Como explicou Gonçalo Félix da Costa, das PF e da direcção do festival, este quer ser o primeiro do seu género em Portugal e “um pólo aglomerador de todos os pequenos filmes que estão a ser produzidos e andam disseminados”, feitos em telemóvel, câmara digital e outros novos suportes multimédia, para exibição na Internet, iPod, etc.

E como os novos suportes e as novas tecnologias são cada vez mais democráticos, também o festival o quer ser. Por isso, “você faz o festival” é outra das suas palavras de ordem, porque pode participar qualquer pessoa que tiver um telemóvel, uma câmara digital ou uma máquina fotográfica digital. É o festival da era do cidadão-realizador – ou, pelo menos, aspirante a realizador. Que será também o seu primeiro espectador.

Os filmes terão que ter um máximo de três minutos e 100 megas, e não poderão ter índole pornográfica ou muito violenta. No resto, manda a criatividade. Depois de feitos, é só fazer o upload no site do festival, (www.microfilmes.sapo.pt), entre 14 de Setembro e 14 de Novembro.

O festival tem duas áreas distintas. Uma de concurso oficial, para os filmes submetidos a competição, e outra para os filmes enviados apnas para exibição no site e para discussão pelos utilizadores. Serão dados três prémios aos melhores três filmes, um prémio à melhor ideia, outro de cidadania, um do público (este votado on-line) e outro ainda só para os filmes feitos em telemóvel.

O júri é composto por Marco Martins (realizador), João Tovar (director da escola Restart), Miguel Valverde (director do IndieLisboa), Miguel Wandschneider (director artístico da Culturgest e Maria João Cruz (argumentista das PF).

A exibição dos microfilmes escolhidos e a entrega dos prémios terá lugar no S. Jorge, a um e dois de Dezembro, contando a direcção apresentar filmes de outros festivais internacionais semelhantes (Paris, Copenhaga, Barcelona, etc.). O Passos Manuel, no Porto, fará uma mostra dos filmes do FML, no dia oito.

Além dos cidadãos anónimos dados ao digital e com o bichinho do cinema, o festival convidou ainda, nesta edição de estreia, dez figuras da cultura e do espectáculo a realizarem, cada um, o seu microfilme: os artistas Julião Sarmento e Filipa César, os realizadores António-Pedro Vasconcelos e Rita Nunes, o ilustrador André Carrilho, o designer António Jorge Gonçalves, os músicos Rui Reininho e David Fonseca, o fotógrafo António Pedro Ferreira e a coreógrafa Clara Andermatt.

Também o realizador Edgar Pêra criou um microfilme – ou Mikromanifesto – expressamente para o festival, que irá estar acessível no site.

Na apresentação do evento, António Carriço, administrador da Vodafone, um dos seus parceiros (com a EGEAC, o Sapo, a RTP Mobile e a Samsung, entre outros), frisou que de simples “instrumento de comunicação, o telemóvel está a transformar-se em instrumento de entretenimento e poderá transformar-se também em instrumento artístico”.

Os organizadores do festival esperam que os concorrentes façam jus a estas palavras com os seus microfilmes digitais, saiam eles de telemóveis ou de câmaras.

Fonte: DN

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