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A Associação de Professores de Português (APP) criticou hoje o exame nacional do 12º ano, considerando que a prova não avalia a maior parte dos objectivos do programa e descura, em particular, os conhecimentos de gramática.

Para a APP, a prova realizada hoje — para a qual estavam inscritos 67 mil alunos — acabou por ser pobre a nível das competências avaliadas, incidindo demasiado na interpretação de texto e negligenciando outro tipo de conhecimentos. “O exame acaba por não avaliar a maior parte dos objectivos do programa. Ficam de fora conhecimentos tão importantes como a oralidade e a Gramática, o que é um aspecto muito negativo”, disse Paulo Feytor Pinto, presidente da associação.

Na opinião do responsável, a avaliação da gramática foi negligenciada devido à polémica em torno da TLEBS — a nova terminologia linguística que foi suspensa no ensino básico em Abril devido à existência de erros e imprecisões científicas, mas que continuou a vigorar no secundário.

Envolta em polémica, a nova terminologia, aprovada pelo Ministério da Educação em 2004, deveria ter começado este ano lectivo a ser aplicada de forma generalizada nas escolas, mas muitos professores acabaram por não ensinar os novos termos, continuando a leccionar a antiga nomenclatura.

Para resolver o problema, o Ministério da Educação emitiu um ofício em Janeiro — ainda antes de a TLEBS ser suspensa no básico — para determinar que as perguntas relacionadas com a gramática no exame do 12º ano deviam ser elaboradas e corrigidas de forma a admitir igualmente as respostas dadas por alunos que aprenderam a nova terminologia e pelos que não a deram.

No entanto, a prova hoje realizada acabou por não incluir perguntas específicas sobre gramática, uma lacuna que a APP considera ser uma forma “de o Ministério da Educação fugir com o rabo à seringa”.

“A forma como o ministério geriu a TLEBS foi muito atabalhoada e foram dadas orientações algo vagas. Por isso, devem ter optado por não fazer uma avaliação efectiva dos conhecimentos da gramática. Compreendemos as razões, mas não concordamos [com a decisão da tutela]”, disse Paulo Feytor Pinto.

Defensora da realização de provas orais a Português, a par de exames escritos, a APP critica ainda que, todos os anos, os conhecimentos relacionados com a oralidade continuem sem ser testados. “Basicamente, são avaliados os conhecimentos relacionados com saber ler e saber escrever. Já saber ouvir e saber falar são competências essenciais que não são testadas porque os exames orais dão muito trabalho e são muito dispendiosos”, lamenta o responsável da associação.

Fonte: Público

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