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O Círculo

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Centenas de alunos finalistas da Faculdade de Medicina de Coimbra concentraram-se ontem à entrada dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), num protesto simbólico contra o exame final de curso, exigindo que seja abolido.

Organizados em filas paralelas, os estudantes do 6º ano de Medicina da Universidade de Coimbra, a que se juntaram colegas dos primeiros anos do curso, concentraram-se em silêncio durante mais de uma hora no exterior dos HUC, entre a portaria e a praça de táxis.

Os finalistas contestam a realização, em Julho, do exame final de curso, que apelidam de redundante, por integrar matérias a que já foram avaliados durante o derradeiro ano de estudos.

Estes estudantes alegam ainda que a Faculdade de Medicina de Coimbra é a única das sete escolas médicas nacionais a realizar um exame final naqueles termos, agendado para 27 de Julho, impedindo os estudantes de se prepararem convenientemente para o exame da especialidade no último trimestre de 2007.

«Estamos em profunda desvantagem na preparação para o exame da especialidade», face aos colegas de outras faculdades do país, afirmou aos jornalistas Joana Bento, que participa na organização do movimento.

Para os manifestantes, aquela prova «é um exame redundante, por integrar matérias que foram avaliadas exaustivamente ao longo deste ano lectivo, sendo realizado nestes moldes apenas em Coimbra».

«Por outro lado, contempla temas completamente diferentes daqueles abordados no exame da especialidade, não se revelando por isso uma mais valia na nossa preparação», segundo um comunicado divulgado no local.

Desde Abril de 2006, «os alunos têm vindo a comunicar a sua preocupação aos coordenadores do 6º ano e órgãos de gestão da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, sem que a situação fosse devidamente considerada», acentua.

«Tendo em conta que nos encontramos em desvantagem face aos colegas das outras faculdades de Medicina na escolha da especialidade, a única situação passível de ser alterada, sem prejuízo da nossa formação médica, é o exame final do 6º ano», referem os alunos finalistas.

Os conselhos pedagógico e científico da faculdade já emitiram pareceres avalizando a «pertinência das nossas reivindicações», declarou o aluno Jorge Rodrigues.

Entretanto, caso o conselho directivo, presidido pelo catedrático Castro e Sousa, não demonstre abertura para alterar a situação, «temos que ponderar outras formas de luta, mais ao desagrado do corpo docente», admitiu o finalista.

Jorge Rodrigues revelou que, na quarta-feira, os representantes dos alunos participaram numa reunião com o conselho directivo para analisar a questão.

Na próxima terça-feira, 19 de Junho, às 09:30, os alunos encontram-se de novo com a direcção da faculdade.

Não foi possível conhecer a posição de Castro Sousa, que está no estrangeiro, tendo uma fonte da Faculdade de Medicina de Coimbra remetido para mais tarde, ainda hoje, um comentário do vice-presidente do concelho directivo, professor Santos Rosa.

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