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O Círculo

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O Mar Mediterrâneo está fortemente ameaçado pelo crescimento urbanístico e turístico, pelo aumento das espécies invasoras e pela pesca excessiva, revela um estudo que analisa o impacto da actividade humana sobre os mares regionais da União Europeia.

Elaborado por cientistas europeus e co-financiado pela União Europeia, o estudo “Modos de Vida Europeus e Ecossistemas Marinhos” avalia também o Mar Báltico, o Mar Negro e a zona Nordeste do Oceano Atlântico.

De acordo com a investigação, a chegada massiva de turistas à costa mediterrânica provoca todos os Verões um aumento da população na ordem dos 30 por cento, percentagem que deverá duplicar nos próximos 20 anos.

A crescente pressão para a construção de estações de tratamento de esgotos e infra-estruturas de transportes conduz, por seu turno, a uma cada vez maior degradação das praias, segundo os especialistas.

Apesar de a frota pesqueira europeia ter diminuído no Mediterrâneo a partir da década de 90, as embarcações de pesca não comunitárias aumentaram nesta região marítima.

O estudo alerta ainda para a presença cada vez mais frequente no Mediterrâneo de espécies exóticas introduzidas pelo Homem, através da pesca ou da aquacultura, que se tornaram invasoras, “competindo” e substituindo as nativas.

Já no Mar Báltico, os investigadores apontam o crescimento excessivo de algas e a acumulação de matéria orgânica, cuja decomposição gradual causa uma quebra dos níveis de oxigénio das águas de um lago ou de uma corrente de água e um processo de envelhecimento do seu ciclo vital.

A actividade humana também está a provocar graves problemas no ecossistema do Mar Negro e a pesca não sustentável está a afectar as populações de aves do Nordeste do Atlântico.

Fonte: Lusa

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