Skip to content

O Círculo

Empowering Communities

Um sapo com marcas fluorescentes (Atelopus spp.) é uma das 24 novas espécies encontradas no Suriname, no âmbito de uma expedição que 13 cientistas realizaram durante 2005, anunciou hoje, Dia Mundial do Ambiente, a organização Conservation International (CI).

As espécies até agora desconhecidas para a ciência – cinco sapos, seis peixes, 12 besouros e uma formiga -, foram encontradas numa área de 80 quilómetros a Sul da capital Paramaribo, no âmbito do RAP (Rapid Assessment Program).

A expedição que decorreu de 25 de Outubro a 6 de Novembro naquele país da América do Sul Setentrional registou um total de 467 espécies. Entre elas, os cientistas documentaram 27 espécies que não existem em mais nenhum lugar da Terra. Além disso, redescobriram uma espécie de peixe (Harttiella crassicauda) que se pensava extinta. A última vez que foi vista foi há 50 anos.

“Esta é uma área totalmente inexplorada: muitas espécies novas, com muitas outras ainda por descobrir”, diz Leeanne Alonso, vice-presidente da CI e responsável pelo programa, citado num comunicado da organização.

O Suriname alberga a maior extensão de floresta tropical intocada do planeta. Cerca de 20 por cento da água do planeta percorre a região. Apesar disso, as suas florestas estão cada vez mais ameaçadas pela exploração mineira ilegal. “Quando realizada de forma descuidada, a extracção mineira pode destruir ecossistemas frágeis ao degradar a qualidade da água”, explica a organização.

A Conservation International acredita que os resultados desta expedição, apoiada por duas empresas mineiras a operar na região (BHP Billiton Maatschappij Suriname e Suriname Aluminium Company LLC), possam ser utilizados para ajudar a proteger as populações de anfíbios que estão a morrer em todo o mundo, em parte devido a doenças que tornam a sua pele mais vulnerável a infecções. Alonso diz que as espécies agora encontradas no Suriname ainda estão de perfeita saúde.

A organização pede a protecção da floresta da Amazónia. “O Suriname tem algumas das florestas da Amazónia mais intactas, o que oferece um enorme potencial para a investigação científica e investimento económico no sequestro de carbono, bem como sustento para as comunidades locais”, lembrou Alonso.

Fonte: Público.pt

Advertisements

%d bloggers like this: