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O Círculo

Empowering Communities

Encerrar três hospitais psiquiátricos (Miguel Bombarda, em Lisboa, Lorvão e Centro Psiquiátrico de Recuperação de Arnes, em Coimbra) e reservar os outros três apenas para os inimputáveis (pessoas que cometeram crimes devido a doenças mentais e estão a cumprir pena de internamento, exigindo uma segurança acrescida). Esta é a recomendação da comissão que estudou a rede de cuidados mentais no País. Júlio de Matos (Lisboa), Sobral Cid (Coimbra) e Magalhães Lemos (Porto) devem fechar portas nos próximos cinco anos.

Cabe agora ao Ministério da Saúde decidir se segue estas recomendações, que não são muito diferentes daquelas que foram consignadas na lei de saúde mental de 1998, mas que nunca foram aplicadas. A ideia de base nesta reorganização é acabar com os grandes hospitais e devolver os doentes mentais à comunidade. Isto porque os peritos consideram que se tem abusado do internamento destas pessoas, o que contribui para aumentar o estigma e dificulta a reinserção social. No caso de as famílias não poderem recebê-los, serão remetidos para residências financiadas pelo Estado. Ou então para os hospitais gerais, o destino que será dado também aos médicos que estão agora concentrados nas unidades que deverão fechar. Cada unidade deverá ter urgência psiquiátrica, consulta externa e apoio comunitários, internamento completo de doentes agudos e ainda internamento parcial.

Segundo se pode ler no relatório da comissão, “o internamento dos doentes mentais continua a consumir a maioria dos recursos (83%) quando toda a evidência científica mostra que as intervenções na comunidade, mais próximas das pessoas, são as mais efectivas”.

O que contrasta com a distribuição dos recursos. Se hoje já são os hospitais gerais existentes pelo país que realizam 71% das consultas, estas unidades, todas juntas, dispõem de menos médicos do que os seis psiquiátricos. Em 30 serviços há 221 clínicos, em seis hospitais psiquiátricos há 321.

Fonte: DN

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