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O Círculo

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Tem partida prevista para 2013 e uma missão pioneira no espaço: captar a luz das primeiras galáxias que se formaram depois do Big Bang – a grande explosão que segundo a teoria científica mais aceite deu origem ao universo. O telescópio espacial James Webb, que substituirá o Hubble na próxima década, será o primeiro instrumento humano capaz de olhar para esse momento obscuro da história no universo, abrindo uma janela completamente nova à ciência.

Desenvolvido pelas agências espaciais dos Estados Unidos (NASA), da Europa (ESA) e do Canadá, o futuro telescópio teve a sua partida inicialmente agendada para 2011, mas sofreu um atraso. A data agora avançada é 2013. O seu lançamento para o espaço será feito com um foguetão europeu, um Ariane 5, a partir da base de lançamentos da ESA, em Kuru, na Guiana Francesa.

Quanto ao telescópio, cujo nome é uma homenagem ao homem que dirigiu a NASA durante a gloriosa década de 60 para aquela agência espacial, todo ele está já definido nos seus mais pequenos pormenores técnicos. Neste ponto, e na capacidade de visão que eles lhe conferirão, o James Webb representa um enorme salto tecnológico – e científico, esperam os seus criadores – em relação ao telescópio Hubble.

Visão nos infravermelhos

O James Webb “olhará” o universo sobretudo na banda dos infravermelhos, embora tenha também capacidade de registo na luz visível. Mas serão os seus detectores ultra-sensíveis nos infravermelhos que lhe permitirão penetrar nos primeiros mil milhões de anos depois do Big Bang, quase até aos momentos da grande explosão inicial. É nessa faixa obscura dos primeiros mil milhões de anos (os primeiros do total de 14 mil milhões que os cientistas pensam ser a idade actual do universo) que se situa o nascimento das primeiras estrelas e galáxias. E é esse um dos segredos que os cientistas querem desvendar.

Entre os vários instrumentos científicos que equiparão o novo telescópio, estarão detectores capazes de captar sinais extremamente fracos e de atravessar as poeiras presentes no espaço. Um sistema de refrigeração do telescópio, de que faz parte um escudo protector contra as radiações solares com a dimensão de um campo de ténis, permitirá ainda eliminar falsos objectos, que de outra maneira enganariam o telescópio.

O enorme espelho do James Webb, com 6,5 metros de diâmetro, ou seja, quase três vezes maior do que o do Hubble, é outro dos orgulhos dos seus construtores. Outra novidade será a localização do novo telescópio no espaço. Ao contrário do que acontece com o seu antecessor, o James Webb não orbitará a Terra, mas ficará estacionado a 1,5 milhões de quilómetros de distância do nosso planeta, numa posição fixa em relação ao Sol e à Terra, e acompanhando esta última na sua órbita em torno da sua estrela. Se o Hubble revolucionou a astronomia, depois de ter sido colocado em órbita, em 1990, as expectativas em relação ao novo telescópio são ainda mais elevadas.

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