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Um estudo da OpenNet Initiative, uma organização composta por investigadores das prestigiadas universidades de Harvard, Oxford, Toronto e Cambridge, indica que a censura de informação na Internet levada a cabo por governos está a aumentar e a tornar-se mais sofisticada.

O relatório, tornado público esta sexta-feira, avaliou as condições de acesso à Rede em 41 países, essencialmente no Norte de África, Médio Oriente e Ásia – todas regiões com forte tradição nas restrições à informação online

De acordo com os investigadores, 25 dos países analisados filtram os conteúdos. O número, defendem, é muito superior ao que se registava há cinco anos.

A OpenNet Initiative apresenta dados relativos ao controlo de vários tipos de sites.

No que diz respeito à informação política, a China (conhecida por ser um dos países com mais sofisticados meios técnicos de ciber-repressão), Irão, Iraque, Tunísia e Vietname são os estados onde os governos exercem uma vigilância mais apertada.

Já o Sudão e a Arábia Saudita, por exemplo, estão entre os países onde são mais censurados os sites com conteúdos relacionados com sexo, álcool ou outras práticas com implicações sociais.

Por outro lado, há países que usam filtros apenas de forma temporária ou selectiva. Na Bielo-Rússia, o Governo decidiu uma vez bloquear o acesso ao site do principal partido da oposição.

O estudo mostra ainda que há algumas ferramentas online às quais o acesso da generalidade da população é negado ou vigiado: é o caso dos Google Maps ou do serviço de chamadas por Internet Skype.

Empresas ajudam

Frequentemente, a censura na Internet é levada a cabo com a conivência ou através de tecnologia fornecida por grandes empresas.

Na China, que é o segundo maior país em termos de cibernautas, companhias como a Google, Microsoft e Yahoo! cederam às imposições das autoridades locais como forma de conseguir aceder a esta importante fatia do mercado global.

O motor de busca auto-censurou algumas expressões, a Microsoft fez o mesmo na sua plataforma de blogues e a Yahoo! cedeu às autoridades dados pessoais que levaram à detenção de dissidentes políticos.

Também parte da grande infra-estrutura que permite ao governo Chinês controlar o fluxo de informação na rede é construída com tecnologia comprada à multi-nacional americana Cisco.

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