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O Círculo

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O Jardim Botânico do Porto reabre, hoje, depois de uma intervenção de dez meses. Novas plantações, o roseiral remodelado, equipamentos restaurados, caminhos renovados e sinalizados são algumas das melhorias que os visitantes poderão constatar. A primeira fase da requalificação, que custou 550 mil euros, está concluída, mas há uma “questão gravíssima” por resolver o ruído constante da Via de Cintura Interna (VCI).

“Precisamos muito das barreiras acústicas. Um jardim é um local de silêncio e isso aqui não existe. Aguardamos que a Estradas de Portugal se interesse pelo assunto”, afirmou Teresa Andresen, responsável pelo projecto de requalificação do Jardim Botânico. A também docente da Universidade do Porto admitiu que a mudança do piso ajudou, mas não foi suficiente.

Dos 12 hectares da antiga Quinta do Campo Alegre sobraram quatro, dos quais 500 metros são virados para a VCI. Além do ruído, a proximidade da via tem efeitos também na saúde das espécies. A última intervenção permitiu observar os exemplares do jardim que, a partir de agora, vão começar a ser monitorizados.

“Já suspeitávamos de que tínhamos um conjunto de árvores mortas”, admitiu Teresa Andresen, dando conta de que, nos últimos dias, esteve na quinta uma “equipa de cirurgiões de árvores a remover todos os ramos que pudessem representar perigo para os visitantes”.

Além das barreiras acústicas, faltam soluções para a estufa que se encontra “em muito mau estado e onde as colecções têm dificuldade em sobreviver”. A sua recuperação poderá ser o próximo passo. Para já, certo é a aposta na valorização da colecção botânica e na sua identificação. “Um jardim é sempre uma obra inacabada”, remata Teresa Andresen.

O jardim, onde a poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen cresceu, reabre hoje ao público com uma cerimónia, pelas 17.30 horas, presidida pelo reitor da UP, José Marques dos Santos, e pelo director da Faculdade de Ciências, Baltasar de Castro.

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