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O Círculo

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Entre 15 de Maio e meados de Junho, uma equipa de investigadores portugueses vai estudar o fundo do mar dos Açores, no âmbito da proposta de extensão da soberania náutica além das 200 milhas náuticas que deverá ser entregue às Nações Unidas até 13 de Maio de 2009.

“Vamos fazer um levantamento hidrográfico sobre a natureza do fundo submarino para ver se as áreas que vão ser alvo de observação correspondem ao material recolhido junto das ilhas açorianas. Isso vai servir para fundamentar a nossa proposta”, explicou o responsável da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMPEC).

Na campanha, onde participam cientistas de várias universidades e instituições nacionais, serão testados novos equipamentos, desenvolvidos especificamente para este trabalho, explicou Manuel Pinto de Abreu.

Os estudos hidrográficos começaram em Abril com o navio hidrográfico “NRP D. Carlos I” e vão prosseguir com o “NRP Almirante Gago Coutinho”.

A campanha vai estar centrada inicialmente nas ilhas de São Miguel, São Jorge e Terceira, para testar os procedimentos de amostragem e obter dados para universidades com as quais foram celebrados protocolos.

Na segunda parte vão ser cartografados os montes submarinos existentes a Sul dos Açores e recolhidas amostras de sedimentos e rochas do fundo marinho para caracterizar a sua composição geoquímica e o seu significado geodinâmico.

O percurso do navio e as operações a bordo vão poder ser acompanhadas diariamente através do site da EMEPC (www.emepc.pt).

A extensão da plataforma continental está actualmente circunscrita às 200 milhas de costa que demarcam a Zona Económica Exclusiva (cerca de 300 quilómetros).

A área da Plataforma Continental à qual Portugal poderá estender a sua jurisdição corresponde a um limite entre a sua Zona Económica Exclusiva e 350 milhas náuticas medidas a partir de uma linha base ou até uma distância que não exceda 100 milhas náuticas da isobatimétrica (uma linha de profundidade) de 2500 metros.

O conhecimento do fundo submarino é fundamental para garantir que a proposta está de acordo com os requisitos da Convenção das Nações Unidas sobre Direito do Mar e para saber o que é que existe.

Além do desenvolvimento científico-tecnológico no domínio dos mares, a extensão da plataforma continental prende-se com uma afirmação estratégica de Portugal, que pretende garantir mais território e maior controlo marítimo.

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