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Portugal está ainda longe dos compromissos de redução de poluição atmosférica que assumiu no Protocolo de Quioto, estando a emitir CO2 muito acima da meta fixada para o país, revelou hoje o presidente da Quercus, Hélder Spínola. A conclusão decorre da análise feita pela Quercus aos dados provisórios relativos às emissões de gases de efeito de estufa em Portugal, que foram disponibilizados pela Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas.

«Estamos com um aumento de emissões de dióxido de carbono (CO2) de 45%, relativamente ao ano de referência de 1990, pelo que estamos 18 pontos percentuais acima da meta estabelecida para Portugal, que é de 27%», disse o responsável, que falava, no Porto, durante uma acção incluída no programa de comemorações do Dia da Terra.

A seca de 2005 contribuiu em 3,9 pontos percentuais para o aumento das emissões de CO2 em Portugal, sendo os numerosos incêndios florestais dos últimos anos outro factor que contribuiu para o agravamento da situação.

«Os dados agora divulgados revelam a extrema dificuldade de Portugal em cumprir o Protocolo de Quioto, cuja meta de 27% de aumento de emissões, face a 1990, entrará em vigor já em 2008», disse o presidente da Quercus.

Os mesmos dados mostram que, em 2005, Portugal evitou a produção de 1,7 milhões de toneladas de CO2, através da importação de electricidade, enquanto a produção de energia eólica permitiu poupar mais meio milhão de toneladas.

O total destas duas parcelas significou uma diminuição de 2,2 milhões de toneladas de emissões de CO2, o que representa uma redução de 3,8 pontos percentuais na percentagem de emissões acima do limite de Quioto.

Hélder Spínola referiu ainda que estudos de cientistas portugueses mostram que o degelo do Árctico poderá resultar num aumento de 110 centímetros no nível do mar até 2080, o que afectará cerca de 67% da costa portuguesa.

O presidente da Quercus alertou que, na Península Ibérica, o aquecimento global da Terra levará à ocorrência cada vez mais frequente de secas, o que originará, até 2070, uma quebra até cerca de 60% da sua capacidade de geração de energia hidroeléctrica.

«A única saída é apostar cada vez mais na eficiência energética e na diversificação das fontes de produção de energia, particularmente nas energias renováveis, já que nas próximas décadas vai ser cada vez mais difícil usar a energia hídrica», afirmou.

No âmbito das comemorações do Dia da Terra, a Quercus, em parceria com a Toyota, iniciou hoje uma campanha de sensibilização e educação ambiental Ecotour 2007, dirigida a toda a população, em especial às crianças das escolas.

A responsável por esta campanha, Rita Antunes, disse que a campanha, que está na sua segunda edição, vai percorrer as 18 capitais de distrito, até dia 05 de Junho.

A campanha conta com 60 sessões, nas quais serão envolvidos cerca de 2500 alunos, principalmente do 3º Ciclo do Ensino Básico (do 7º ao 9º ano), em 20 escolas.

Diário Digital / Lusa

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