Skip to content

O Círculo

Empowering Communities

Surge nos principais roteiros turísticos do distrito de Évora e são mais de uma dezena as placas que longo da Nacional 4, entre Lisboa e Montemor-o-Novo, sinalizam a gruta do Escoural. Mas a célebre caverna permanece fechada ao público por falta de funcionários que guiem as visitas. O Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar), que gere este sítio arqueológico, não sabe quando terá condições para proceder à sua reabertura e também já encerrou o centro de interpretação, em plena aldeia, pelo mesmo motivo.

Era através deste centro que no último ano ainda era possível marcar visitas à gruta, mas a transferência da única funcionária para outros serviços em Évora, há um mês, acabou com a alternativa que restava.

Os visitantes “são às dezenas, sobretudo aos fins-de-semana”, segundo Ana Paula Ciríaco, funcionária do posto de turismo de Montemor-o- -Novo, concelho a que pertence a freguesia de Santiago do Escoural.

A população não esconde a revolta. “Começamos a ter vergonha de dizer que aquilo está fechado”, lamenta José Santos. “Belos tempos em que o ‘Chico’ desenrascava a malta”, comenta. “Chico” é Francisco Porteiro, um trabalhador rural já aposentado que durante 30 anos guardou a gruta e fez de guia, sem pronunciar uma palavra em estrangeiro. Recorria à iluminação através de petromax, que deixava um “cheiro insuportável a petróleo”.

É isto que o Ippar não quer que se repita, assume a directora no Alentejo, Filomena Barata, embora os vários licenciados em Antropologia e Arqueologia que passaram pela gruta ali tenham permanecido escassos dias, por falta de “conforto e segurança”. Não tinham aquecimentos e estavam isolados – a gruta está a três quilómetros da povoação.

“Espero que seja uma situação temporária, até porque é dos sítios mais visitados”, assume Filomena Barata, sem no entanto adiantar números. Admitindo que a solução passa por uma parceria com a Câmara de Montemor. Desta vez o Ippar quer construir o centro interpretativo junto à gruta e não na aldeia, a fim de valorizar o complexo.

Fonte: DN

Advertisements

%d bloggers like this: