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Eduardo Batarda é o vencedor do Grande Prémio EDP para as artes plásticas, no valor de 35 mil euros, foi ontem anunciado.

A distinção, atribuída de dois em dois anos desde 2000, distingue artistas cujo trabalho “tenha contribuído para afirmar historicamente as tendências estéticas contemporâneas”.

Batarda foi escolhido por um júri formado por António Mexia, presidente do conselho de administração executivo da EDP, Alexandre Melo, Eduardo Lourenço, João Marques Pinto, João Pinharanda, Raquel Henriques da Silva e Vicente Todoli.

Nascido em Coimbra em 1943, Batarda formou-se na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Nos primeiros anos da década de 70, frequentou o Royal College of Art, em Londres, como bolseiro da Fundação Gulbenkian, e no regresso a Portugal, em 1974, expõe obras na instituição.

Segundo o membro do júri e crítico de arte Alexandre Melo, Batarda “tem uma primeira fase, narrativa, caracterizada pela disjunção entre imagens violentas e rebarbativas, servidas por um humor desinibido e (des)articuladas de/com textos ou escritas”. Nos trabalhos expostos na Gulbenkian, Alexandre Melo diz se “prolongam o tipo de figuração, cromatismo e humor dos trabalhos anteriores”. Estas obras, observa ainda o crítico, revelam “uma maior insistência em tópicos eventualmente escandalosos de natureza sexual e multiplicando alusões literárias e comentários à actualidade artística e política”.

Nos anos 80, Batarda “adopta um leque cromático mais austero, adensa e encobre a sua rede de citações, alargando-a a toda a história da arte, convocada quer através de arquétipos formais recorrentes quer através dos pormenores mais eruditos”, observa ainda Alexandre Melo.

Na década de 90 chegam as pinturas que “parecem abrir-se de novo, como que de dentro para fora, reforçando a dimensão dinâmica das formas” e, a partir de 2000, a sua obra entra numa “nova fase, caracterizada por uma clara distinção entre fundo e forma, contrastando duas cores uniformes, com predomínio de pretos, cinzentos e tons pardos, mas sem excluir alguns luminosos exemplos de delicados tons pastel”.

Antes de Eduardo Betarda, foram ainda distinguidos com o Grande Prémio da EDP Lourdes Castro (2000), Mário Cesariny (2002) e Álvaro Lapa (2004).

fonte: Público

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