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O Círculo

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A Fundação para a Ciência e Tecnologia, a Agência para a Sociedade do Conhecimento e a Sociedade Fraunhofer, da Alemanha, assinaram no Porto, um memorando de entendimento que visa uma cooperação a longo prazo nas novas tecnologias. O documento, também assinado pelo ministro português da Ciência e Ensino Superior, Mariano Gago, e pelo secretário de Estado alemão para a Educação e Investigação, Frieder Meyer-Krahmer, permitirá a instalação em Portugal daquele que será o primeiro instituto Fraunhofer na Europa fora da Alemanha.

O acordo, assinado numa cerimónia em que participou o primeiro- ministro português, José Sócrates, identifica como principais áreas de cooperação as tecnologias de informação e comunicação, a biotecnologia, a nanotecnologia e a logística.

O objectivo final deste memorando de entendimento é o estabelecimento de uma cooperação sistemática entre os vários institutos da Sociedade Fraunhofer e as instituições de pesquisa e desenvolvimento portuguesas, que culminará com a criação de um Instituto Fraunhofer em Portugal.

Nesse sentido, o memorando de entendimento prevê que, em finais de 2007, seja criado no país um centro de pesquisa da Sociedade Fraunhofer, que será o núcleo do futuro Instituto Fraunhofer em Portugal.

Em 2009, este centro de pesquisa deverá contar com cerca de 30 investigadores seniores, recrutados internacionalmente pela sua competência.

O orçamento anual do centro de pesquisa, entre 2007 e 2009, será de seis milhões de euros, assegurados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.

O memorando de entendimento refere, no entanto, que a evolução deste centro de pesquisa para um instituto dependerá de uma avaliação positiva a realizar no quarto ano de operação, que será feita por todas as partes envolvidas.

Um anexo a este memorando de entendimento define que o futuro instituto deverá ter uma relação estreita com o governo, as empresas e os centros de pesquisa universitários.

Na fase de lançamento, o instituto deverá centrar a sua actividade em tecnologia, conteúdos e serviços destinados a locais com grande concentração de pessoas, nomeadamente centros comerciais.

Nessa perspectiva, a SONAE, através da SONAE Sierra, é apontada como um dos principais parceiros nesta fase, estando prevista a realização de contactos nesse sentido.

O documento refere ainda como centros de pesquisa portugueses, relevantes para o novo instituto, o Instituto Nacional de Engenharia e Sistemas de Computação (INESC), em Lisboa e Porto, o Instituto de Sistemas e Robótica, em Lisboa e Coimbra, o Instituto das Telecomunicações, em Lisboa e Aveiro e vários centros de pesquisa do Instituto Politécnico do Porto e das universidades do Minho, de Trás- os-Montes e Alto Douro, Aveiro, Porto e Lisboa.

A Sociedade Fraunhofer é a maior instituição europeia de investigação, envolvendo mais de 12.500 pessoas em 56 institutos, com um orçamento anual global de cerca de 1,2 mil milhões de euros.

Na cerimónia hoje realizada no edifício da antiga Alfândega do Porto foram ainda assinados quatro acordos entre a Sociedade Fraunhofer e várias instituições portuguesas.

Um dos acordos refere-se à investigação aplicada em tecnologia, aplicações e serviços para ambientes inteligentes, o segundo acordo abrange o desenvolvimento de produtos para a indústria automóvel, o terceiro refere-se ao papel da logística no aumento da competitividade, enquanto o último acordo hoje assinado diz respeito às ciências da vida e à biotecnologia.

Para o secretário de Estado da Ciência, Manuel Heitor, os acordos hoje assinados permitem «inserir Portugal na rede europeia de laboratórios de investigação», o que permitirá «fazer do país um local de referência no continente europeu».

Por seu lado, José Encarnação, que será o director do futuro Instituto Fraunhofer em Portugal, considerou que a abertura deste organismo de investigação «terá fortes implicações ao nível da inovação».

No mesmo sentido, o ministro da Ciência e Tecnologia, Mariano Gago, considerou que o acordo que permitirá a instalação daquele instituto de investigação «deve encher os portugueses de orgulho».

«Sempre defendemos um modelo de cooperação científica que não fique fechado nas fronteiras nacionais e, muito menos, nos laboratórios das universidades», frisou, recordando que, nos últimos anos, «Portugal tem vindo a desenvolver parcerias de alto nível com grandes instituições internacionais».

Diário Digital / Lusa

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