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O Círculo

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Trinta e cinco monumentos e sítios, e cinquenta objectos culturais portugueses, integram a exposição virtual “Descoberta da arte islâmica no Mediterrâneo”, que se inaugura hoje no site oficial do Museu Sem Fronteiras (MSF).

Em www.museumwnf.org é possível, a partir de hoje, entender as diferentes formas artísticas do mundo islâmico e a presença da arte do Médio Oriente na arquitectura, na escultura, na tapeçaria, na caligrafia ou na organização da vida quotidiana.

A iniciativa do Museu Sem Fronteiras, organização não-governamental fundada em 1994, é gerida com fundos europeus e verbas de dezassete países-membros.

Repartida em dezoito áreas expositivas, a mostra virtual reúne centenas de fotografias, acompanhadas por pequenos textos de monumentos e objectos de arte, pertencentes a museus de catorze países que aderiram à iniciativa.

Com um custo de cerca de três milhões de euros, a exposição integra ainda países como Itália, Alemanha, Espanha, Reino Unido, Turquia, Argélia, Síria, Jordânia e Marrocos.

“As exposições estão organizadas do ponto de vista cronológico e não por países, apresentando não uma verdade da Alemanha ou de Portugal, mas do Museu Sem Fronteiras”, afirmou hoje a vice-presidente do MSF, Cristina Correia, em conferência de imprensa em Lisboa.

Cada um dos países participantes propôs imagens de 35 monumentos e sítios, e cinquenta objectos que foram combinados e misturados ao longo das dezoito áreas diferentes expositivas virtuais.

De Portugal foram seleccionados, por exemplo, o Castelo de São Jorge, em Lisboa, as muralhas de Évora, o Palácio da Vila de Sintra, Idanha-a-Velha, Mértola e a muralha de Silves. A participação portuguesa foi coordenada pelo Centro Arqueológico de Mértola, dirigido por Cláudio Torres, e inclui a colaboração de vários museus portugueses na cedência de imagens de obras de arte.

“Estas exposições virtuais permitem comparar coisas muito interessantes e visitar os dois lados da história e ver a arte islâmica pela componente cultural e não apenas pela visão religiosa”, afirmou o arqueólogo Cláudio Torres.

Azulejos, mesquitas, igrejas, castelos, fontes, tecidos, cerâmicas, pormenores de arcos arquitectónicos, fachadas, janelas e inscrições em túmulos integram o espólio fotográfico das exposições virtuais repartidos em várias temáticas, desde a arte mudéjar à decoração geométrica.

Segundo o Museu Sem Fronteiras, as dezoito mostras inserem-se num tempo cronológico que vai do ano 41 d.C. a 1922, data do fim foi Império Otomano e atravessam as várias dinastias islâmicas.

Esta iniciativa virtual, que não terá data de encerramento, permite ainda entender as diferentes contaminações entre as culturas ocidental e oriental ao longo dos séculos.

“A cultura ocidental assenta na cultura islâmica, e este Museu Sem Fronteiras é um primeiro passo para criar intercâmbios culturais e evitar a ruptura entre culturas”, sublinhou Cláudio Torres.

O Museu Sem Fronteiras está já a preparar para 2008 uma nova exposição virtual centrada no período Barroco e conta, para já, com a adesão de sessenta e três entidades portuguesas, entre as quais os museus Soares dos Reis (Porto), Grão Vasco (Viseu), Museu Nacional de Arte Antiga (Lisboa), e dezenas de monumentos e sítios, como o Palácio das Necessidades e o Palácio de Queluz.

Em 2010 deverá ser inaugurada uma exposição sobre o Neolítico.

Fonte: SIC

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