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Um projecto de investigação com participação portuguesa, sobre recuperação de feridas no organismo humano, foi premiado com 800 mil euros. O prémio é atribuído pelo programa internacional científico Fronteiras Humanas e destina-se a ajudar na investigação de cicatrização de feridas, cujos resultados práticos poderão sentir-se dentro de 10 ou 20 anos.

O objectivo do projecto é encontrar uma forma mais eficaz e rápida de cicatrizar feridas no corpo humano.

Nele participam equipas da Universidade de Vanderbilt (Estados Unidos) e da Universidade de Waterloo (Canadá) e uma equipa portuguesa liderada pelo investigador português António Jacinto (na foto), do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina de Lisboa.

«Este projecto específico consiste em fazer modulação computacional das forças envolvidas durante os processos de cicatrização e tentar testar como diferentes manipulações genéticas podem interferir com o processo», explicou à TSF o investigador português.

Os investigadores vão ter a mosca da fruta como ponto de partida para o seu trabalho e, mais tarde, pretendem usar modelos de animais vertebrados.

António Jacinto adianta que, no futuro, o que se conseguir perceber do processo de cicatrização das feridas humanas «poderá ter aplicação na recuperação de pequenas feridas como as pequenas úlceras que existam nos intestinos», ou de pós-cirurgia, como no caso da córnea.

A abordagem deste projecto é considerada pioneira e as suas implicações práticas poderão ser sentidas dentro de 10 ou 20 anos na biomedicina.

O prémio agora atribuído pelo Programa Internacional Científico Fronteiras Humanas, cerca de 800 mil euros, vai permitir às equipas trabalharem durante três anos.

«Estes prémios permitem-nos olhar a longo prazo e fazer investimentos a longo prazo. Porque quando temos financiamentos relativamente mais pequenos, que é o mais comum, só serve para ir mantendo o dia-a-dia. Um prémio destes permite-nos correr riscos», explicou o investigador.

António Jacinto explica que foi contactado para participar no projecto pelo laboratório norte-americano que iniciou a investigação.

«Já me conheciam através dos meus trabalhos científicos e o facto de estar em Portugal, acho eu, não foi um obstáculo, pelo contrário. Neste momento Portugal já não pode ser considerado um país de segunda em termos de investigação», contou à TSF.

Esta é a segunda vez que um cientista a trabalhar em Portugal vê a sua investigação financiada por este organismo.

O primeiro cientista a trabalhar em Portugal a ter uma investigação premiada pelo HFSP foi Luís Moita, também investigador do Instituto de Medicina Molecular.

Este ano, o Program Research Grant do Programa Internacional Científico Fronteiras Humanas (Human Frontier Science Program, HFSP) premiou 25 projectos entre várias centenas que foram a concurso.

Esta organização foi fundada com o objectivo de apoiar a investigação internacional, entre as ciências da vida e as ciências físicas, sendo financiada por vários países, entre eles a Comissão Europeia.

Fonte: TSF

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